É preciso um movimento em favor do recadastramento eleitoral

Outro dia, reclamei aqui da falta de mobilização dos partidos políticos, das lideranças políticas pelo recadastramento eleitoral, de modo a evitar um constrangimento pelo fato de a cidade perder a condição de manter o sistema de dois turnos em eleições majoritárias, por não alcançar o contingente dos 200 mil eleitores. Cheguei a lembrar a ação eficiente e capaz do saudoso Renato Nápoli, ao tempo de comandante da Associação Comercial e Industrial, que cumpriu papel decisivo na conquista dos 200 mil eleitores, o que garantiu que, pela primeira vez, a cidade tivesse uma eleição de segundo turno, no ano 2000, entre o prefeito Jocelito Canto, que concorria à reeleição, e o deputado Péricles de Holleben Mello, que venceu a eleição. E, ao recordar de Renato, fiz crítica a omissão de hoje da Associação Comercial, no cenário da discussão das causas da cidade.
Mas, aí, lembrei que, diferentemente de antes, hoje, temos essa fantástica ferramenta da Internet, das redes sociais. Pois, repetindo o grande e saudoso Geraldo Vandré – quem sabe faz a hora, não espera acontecer -, pois, não esperemos, façamos nós a hora. A começar pelo primeiro e maior questionamento, se nós próprios já fizemos esse dever cidadão, se já nos recadastramos. Aí, vai o apelo ao empresário para cobrar de seus funcionários o dever do recadastramento. Da dona de casa, em relação a sua trabalhadora doméstica. Ao produtor rural, quanto ao seu trabalhador, ao agente do sucesso de seu negócio, porquanto esse trabalhador rural é, antes de tudo, um cidadão. E, como cidadão, precisa se recadastrar, precisa exercitar a sua cidadania. Quantos patrões do campo tem feito isso? Quantos patrões da cidade têm reunido seus funcionários para cobrar o recadastramento? Quantas donas de casa já indagaram a suas colaboradoras domésticas a respeito do novo título? Quantos professores, nas salas de aula, têm cobrado isso de seus alunos? Quantos dirigentes sindicais têm cobrado de seus sindicalizados esse ato de cidadania? Ou dirigente sindical só promove mobilização para fazer greve?…
Sim, façamos nós a hora, indagando do amigo, do colega de trabalho, do vizinho o cumprimento desse dever cívico, do recadastramento eleitoral. Pois, quem não se recadastrar, não poderá votar no ano que vem. E o recadastramento é fácil, porquanto a Justiça Eleitoral, depois de um período de lentidão, teve um salto de qualidade e, hoje, bem aparelhada se mostra eficiente. Basta o eleitor levar um documento de identidade, com foto, o título de eleitor (se não extraviou) e um comprovante de residência, como uma conta de água, ou de luz, ou de telefone. É simples.
É simples o recadastramento e importante o conforto de se sentir cidadão.

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