A Prefeitura vai dar férias de 45 dias para “economizar”

Em final de ano, vem virando rotina, especialmente nos municípios, um desespero para fechamento de contas, com o que grande número de prefeitos reduz o horário de funcionamento da respectiva prefeitura “para economizar”. É que diminuindo o horário de funcionamento, há uma evidência na diminuição da conta do telefone, da luz, da água, do combustível nos carros da frota municipal e, assim, por diante.
Mas, prefeitura organizada, que trabalha com planejamento, não faz isso, não. É que prefeito organizado, competente e responsável, no mês de janeiro ele já enxerga o mês de dezembro. E, assim, passa a administrar o município com um planejamento que contemple as contas de final de ano, sem necessidade de desespero, de absurdas férias de 45 dias. Por que não 60 dias? Melhor, por que não férias de seis meses? Ora, se dando férias, o município economiza, que os funcionários fiquem de férias. E, se for o caso, até o ano inteiro. Essas medidas de desespero para fechar as contas de final de ano merecem ser vistas como um atestado de incompetência do governo e seu chefe, o prefeito.
Que haja um certo descontrole no primeiro ano de governo, até pode ser compreensível, por ser, justamente, o primeiro ano, que sempre tem a famosa “herança maldita” do governo passado. Mas, repetir isso no segundo ano, no terceiro ano, como agora, não há espaço, não, para qualquer tipo de compreensão. Além do que é feita essa exposição ridícula de que, os servidores públicos estando em casa, dão lucro para os cofres da prefeitura. Ora, é elementar a avaliação de que, seguramente, há gente demais no quadro de servidores. Gente que deveria ter sido cortada no primeiro ano. Gente que não deveria, sequer, ter sido nomeada para os famosos cargos em comissão. Nomeações, sabidamente, políticas, sejam de agradecimento à campanha anterior, sejam de investimento, com dinheiro público, para a campanha futura.
Quem sabe com essas férias de 45 dias, o governo do prefeito Marcelo Rangel possa, com a economia que vai ter por mandar os servidores ficar em casa, pagar as entidades assistenciais conveniadas, que ainda não receberam o mês de outubro. É uma confessada e pública vergonha.

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