Há uma tendência de vários e bons candidatos a prefeito, no ano que vem

Antes de termos candidaturas, seria desejável que a direção dos partidos políticas se interessasse em fazer um acompanhamento do processo de recadastramento junto à Justiça Eleitoral, de modo que tenhamos preservado o direito ao segundo turno nas eleições, o que remete para a necessidade de assegurarmos um colégio de mais de duzentos mil eleitores. Não custa lembrar que o movimento, na segunda metade da década de noventa para rompermos a barreira dos 200 mil eleitores, aconteceu sob o comando do saudoso, competente e determinado empresário Renato Nápoli, na presidência da Associação Comercial e Industrial. Como nos dias de hoje a ACIPG perdeu o brilho de seu compromisso político com a comunidade, seria desejável que a direção dos partidos políticos assumisse esse papel, de modo a evitarmos o risco do fiasco de não conseguirmos sustentar nosso quantificado colégio eleitoral.
Afora essa questão, há uma animada disposição no ambiente partidário para o lançamento de vários nomes a prefeito, o que merece ser visto como importante, desejável e salutar para o próprio processo político da cidade. É que, com vários e bons nomes disputando a sucessão municipal, haveremos de ter vários e bons nomes disputando a eleição seguinte, para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal. Um candidato a prefeito que não vença, mas seja bem votado, passa a ser um candidato natural a deputado federal, com chances reais de vitória. Um candidato a prefeito que não vença, mas seja razoavelmente bem votado, passa ser um bom nome de candidato a deputado estadual, também com chances de vitória. É que o processo político caminha desse jeito. Não há como se organizar, no partido, uma eleição, sem se estar de olho na eleição seguinte. Quem não tem essa visão, não sabe e não pode comandar um partido político.
De princípio, podemos relacionar o prefeito Marcelo Rangel, do PPS, candidato natural à reeleição, o deputado federal Aliel Machado, candidato pela Rede, e o deputado estadual Márcio Pauliki, candidato do PDT. Esses são os três nomes em evidência e tidos como naturais para o confronto do ano que vem. Aí, podemos acrescentar três interessantes perspectivas. A primeira nos remete para o DEM, onde há uma discussão relevante na montagem de um projeto de governo, e que seria desfraldado pelo empresário Álvaro Scheffer. A segunda possibilidade estaria no PMDB, com a discussão em torno do nome do ex-prefeito Otto Cunha, tendo como vice o empresário e ex-vereador Edilson Fogaça de Almeida, o que configuraria uma chapa “puro sangue”. E a terceira possibilidade estaria surgindo dentro do PP, com o nome do empresário Luiz Paulo Rover, que estaria se dispondo a levar seu nome à apreciação dos companheiros de partido, em atenção, inclusive, a um apelo do deputado federal Ricardo Barros para que o PP tenha um candidato próprio à sucessão municipal, nas eleições do ano que vem. Teríamos, assim, seis boas ofertas de escolha.
Admitamos que esses seis nomes venham a compor o quadro da disputa eleitoral para a sucessão municipal. Como dos seis, por existir apenas uma vaga, teríamos, por conseguinte, cinco nomes prontos para as eleições parlamentares de 2018. A esses cinco, que não terão mandato, é preciso acrescentar mais dois deputados estaduais, Péricles de Holleben Mello, do PT, e Plauto Miró Guimarães Filho, do DEM, além do deputado federal Sandro Alex, do PPS. Ou seja, seriam oito nomes de expressão para buscar cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Com a possibilidade de o deputado Plauto ser indicado, na sequência, para o Tribunal de Contas do Estado, e, aí, naturalmente, se retirar do quadro partidário de disputa eleitoral.
Por isso, é importante que os partidos se empenhem, sim, na apresentação de candidatos a prefeito, especialmente, que reúnam condições de disputa, que tenham ideias e propostas a serem colocadas e que possam, acima de tudo, acrescentar ao debate eleitoral. Se assim for, estaremos inaugurando um bom e produtivo processo de valorização política da cidade.

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