DEM trabalha num projeto que pode fazer a diferença na sucessão municipal

As eventuais candidaturas do prefeito Marcelo Rangel e dos deputados estadual Márcio Pauliki e federal Aliel Machado não são indicativos de mudança, nem projetos que ofereçam perspectivas de ações governamentais inovadoras. O prefeito Marcelo Rangel, que marca sua passagem pela Prefeitura Municipal como o mais despreparado de todos os governantes de nossa história, tem um saldo elevado de débito com a população, entre o que prometeu fazer e o pouco que está a fazer. É um político que se fez pela popularidade do rádio, mas sem o devido preparo para a missão na vida pública.
Quanto às possíveis candidaturas dos deputados Márcio Pauliki e Aliel Machado, o que se observa nas pessoas é uma prevenção em relação à esquerda, por conta dos desastres que essa esquerda, representada pelo PT e seus aliados, está a proporcionar à sociedade brasileira. Márcio, do PDT, é forte candidato a ser apoiado pelo PT, que tem visível rejeição na comunidade local, enquanto Aliel, mesmo mudando de partido, continua pertencendo aos quadros de uma esquerda radical, ainda que rompida com o PT.
É nesse contexto de um misto de vazio político e de políticos de esquerda, que o DEM, partido assumidamente de direita, vem trabalhando em cima de um projeto de governo, com começo, meio e fim, contemplando ações de aproveitamento de tudo o que funciona bem na comunidade e sinalizando para novas ações que privilegiem perspectivas de avanço da cidade, de modo a que o desenvolvimento se preste a melhorar a qualidade de vida da população e não como está a acontecer, asfixiando a população e travando a circulação de pessoas e veículos, num viciado círculo central que parece não indicar solução racional e inteligente. É que nossos últimos governos não têm sido racionais, nem inteligentes, pois têm cumprido seus quatro anos, como se a cidade não fosse sobreviver ao final de cada um desses períodos.
É nesse cansaço de uma mesmice, que beira a mediocridade, que o projeto do DEM pode surpreender e fazer toda a diferença no quadro eleitoral do próximo ano. E o mérito na elaboração desse projeto está no compromisso de uma profunda reflexão sobre toda a infraestrutura da cidade, alcançando os distritos, de modo a dar unidade ao Município. E esse esforço todo vem sendo desenvolvido por um grupo de pessoas, que quer o melhor para a cidade e para todos os que vivemos aqui, numa visão alargada que nada tem a ver com o cotidiano da miopia política da maioria de nossos governantes, que nunca tiveram – e continuam não tendo – capacidade para transpor os limites do Rio Tibagi, nem de enxergar o dia seguinte ao encerramento do respectivo mandato.
Interessante – e aí estaria o valor singular do projeto – que todo esse trabalho tem sido concentrado no compromisso de um projeto consistente, sem a preocupação de se destinar à sustentação de uma eventual candidatura e que a ela estaria restrito. Ainda que, meritoriamente, exista o projeto político, que desfraldará a bandeira do projeto de governo, o propósito maior é o de oferecer à cidade um rumo, uma direção, um indicador de futuro, deixando para trás o proceder pequeno do fazer diferente do que fez o adversário, como se o adversário fosse a besta do Apocalipse, sem nada de aproveitável no que tenha realizado.
E o projeto político do DEM caminha para a consolidação de uma candidatura própria a prefeito, construída a partir de uma base sólida, refletida num consistente projeto de governo. E a candidatura própria teria dois nomes, de dois ex-secretários municipais, Álvaro Scheffer e João Ney Marçal Filho. Com o apoio de João Ney, Álvaro teria colocado seu nome à disposição. Mas, sem se desligar do grupo que continua trabalhando no arremate, digamos, de uma avantajada primeira parte.
E tudo isso está acontecendo com o estímulo, incentivo e acompanhamento do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, figura acatada do DEM em Ponta Grossa, nos Campos Gerais e no Paraná.

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