Fato novo, mesmo, na campanha de 2016 só haverá se Álvaro Scheffer for candidato

Político disputar eleição não é novidade, porque a profissão do político é disputar eleição, pois ele vive um dia-a-dia em busca de voto. A sua razão de ser é conquistar voto, pois, sem voto deixa de existir, enquanto político. Por isso, a presença de qualquer dos políticos Continue lendo “Fato novo, mesmo, na campanha de 2016 só haverá se Álvaro Scheffer for candidato”

As pessoas de bem precisam melhor direcionar o sentimento da indignação

Com o fim do regime militar em 85, imaginava-se que, em vinte anos, teríamos, novamente, lideranças civis se destacando, positivamente, no cenário da política nacional e, assim, nos cenários dos Estados e dos municípios. Já faz trinta anos, e a sociedade não conseguir produzir um único líder, no plano nacional, um único líder, nos planos estaduais, e um único líder, no plano dos municípios. É que a sociedade, afastada do processo político ao longo do regime militar, que durou vinte anos, perdeu a vontade de retomar a participação política, abrindo espaço para uma geração de oportunistas, que estão a protagonizar espetáculos da maior grandeza de roubalheira do dinheiro público, com a desfaçatez da negação de tudo, do desconhecimento de tudo, da vitimização.
O sentimento de indignação da sociedade está em sintonia equivocada. Essa indignação que aponta para um afastamento ainda maior do processo político é um novo e imperdoável erro, eis que a verdadeira indignação, de caráter cívico, precisa ter um novo endereço, o do despertar para uma intensa participação, seja para disputar as eleições, seja para participar dos partidos políticos, levantando e sustentando discussões que ecoem a favor dos interesses legítimos da nacionalidade.
Se temos um quadro medíocre no conjunto da representação política da sociedade, a culpa é da sociedade. Como explicar, por exemplo, o fato de haver políticos, que a sociedade os têm como sérios, mas que apoiam o que existe de pior na política brasileira, que é o PT, os governos do PT, Lula e Dilma? Por conveniência, por interesse, por emprego?
As pessoas de bem precisam participar dos partidos políticos, porque é no partido que a coisa acontece. É no partido que surge o candidato. É no partido que se faz a campanha eleitoral. É no partido que está a situação, que está a oposição. O partido político é a grande ferramenta da sociedade, no regime democrático. Só que a sociedade brasileira ainda não fez essa descoberta.
É preciso haver uma renovação de ânimo para, por exemplo, as eleições do ano que vem, E as eleições do ano que vem não podem, nem de longe, descumprir a Lei. Se a Lei não permite mais financiamento empresarial, não há que existir campanha rica, que dá espetáculo no horário eleitoral, na televisão. Esse espetáculo, que custa muito dinheiro, precisará ser substituído pelo espetáculo da sinceridade, do discurso afirmativo, da fala comprometida. Da fala comprometida que inspire confiança.
Mas, para tudo que isso seja possível, o partido político terá o dever de ser o primeiro a compreender toda essa nova realidade e partir para a escolha de um candidato que preencha os requisitos dessas novas exigências, não apenas da Lei, mas da Sociedade, em especial. Há uma saturação do candidato populista, vazio por dentro. Do candidato que mente e que, por mentir, produz uma crise. Crise nacional, provocada pela mentira da candidata Dilma Rousseff. Crise estadual, provocada pela mentira do candidato Beto Richa. Sim, há uma crise estadual, porque a mentira do candidato Beto Richa está custando caro ao bolso do contribuinte paranaense. E o próprio governador tem evitado anunciar visita ao interior do Estado, temeroso por vaias, que não são apenas de professores.
As pessoas de bem estão sendo aguardadas pelo eleitorado. Mas, é preciso que as pessoas de bem vençam o medo em se apresentar. Vençam o medo em dizer o que pensam. Vençam o medo de se confrontar com o oportunista, interesseiro, despreparado.
Vençam todos esses medos e se entreguem ao sabor da indignação cívica de seus iguais, as pessoas de bem do conjunto da sociedade.