E se a cidade não conseguir renovar os 200 mil eleitores?

A primeira eleição, disputada em dois turnos, por aqui, se deu em 2000, quando o prefeito Jocelito Canto disputou o segundo turno com o deputado Péricles de Holleben Mello, com vitória de Péricles, o que fez com que o conservadorismo pontagrossense se rompesse, com a eleição de um candidato do PT, de esquerda declarada. Mas, pesou na vitória de Péricles, o grau de rejeição a Jocelito. Ficou, para muitos, aquela difícil opção de escolha entre o ruim e o pior. O que viria a se repetir em 2012, entre os deputados Péricles e Marcelo Rangel. Assim, se, em 2000, Péricles foi o ruim, diante do pior, em 2012, a figura do ruim pertenceu a Rangel, com Péricles amargando a imagem do pior. Mas, é preciso reconhecer que Péricles perdeu muito mais pela imagem de seu partido, o PT, do que propriamente pela sua condição pessoal.
Entretanto, o caso que pretendo abordar não está, propriamente, nessa discussão entre o ruim e o pior, entre o bom o e melhor, mas, sim, diante do risco de a cidade perder a condição de ter segundo turno, por não cuidar da quantificação de seu eleitorado na renovação do título de eleitor. Para que a cidade conquistasse a exigência mínima de 200 mil eleitores no final da década de noventa, a Associação Comercial e Industrial, que era viva naquele tempo, promoveu uma grande campanha de alistamento eleitoral, fazendo com que muita gente, que havia se mudado para cá, mas que não havia transferido seu título eleitoral, promovesse essa transferência, o que efetivamente aconteceu. Mas, a Associação Comercial e Industrial era uma entidade viva, comandada por um verdadeiro general, um comandante, um líder chamado Renato Nápoli, que fez escola, seguida pelo Douglas Taques Fonseca e, depois, por Márcio Pauliki. Desde então, tem gente “procurando” a ACIPG naquele grande terreno murado do alto da Balduino Taques. De onde, por sinal, Renato foi tirá-la, quando assumiu seu comando. Logo, não é a primeira vez.
Se a Associação Comercial e Industrial está se parecendo, hoje, com a OAB nacional, na sua inutilidade para o conjunto da sociedade, que o governo municipal encampasse a ideia de um grande movimento, de modo a se prevenir um vexame anunciado.
E onde estão as nossas direções partidárias, nossos deputados, vereadores? Esse risco não os incomoda, não os preocupa, não lhes diz respeito? Não seria o caso de se discutir com a Justiça Eleitoral um esforço concentrado, para a garantia da manutenção de nosso colégio eleitoral, na preservação do direito a dois turnos nas eleições majoritárias?
Parece desejável, pois, que alguém, com autoridade, se preocupasse com esse assunto, antes que o anunciado desastre venha  a ocorrer.
 

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