Plauto, “generosamente”, deixará o apoio de Beto para Marcelo Rangel

A vez que parecia ser do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, na disputa pela Prefeitura de ponta Grossa, desapareceu no dia 29 de abril, na Praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico, em meio às balas de borracha atiradas pelo “pelotão der guerra” do governador Beto Richa contra os professores, em greve. E essas balas já atingiram, seguramente, outras candidaturas viáveis em cidades importantes do Estado, como Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, além, evidentemente, de Curitiba.

Vencidos os cinco primeiros meses de seu segundo mandato, o governador Beto Richa está acuado, prisioneiro dos atos de seu próprio governo, sem condições de cumprir um roteiro de viagem pelo interior. Perdido o respeito da classe dos servidores públicos, com destaque para a categoria do magistério, tanto do segundo grau, quanto do superior, Beto Richa é uma companhia, hoje, indesejável, constrangedora, mais, comprometedora. E como estamos inaugurando a metade do ano, já com os primeiros ensaios das candidaturas a prefeito, há um espaço amplo e visível para candidaturas de oposição e mesmo para candidaturas independentes, que nada tenham a ver com o PT, por exemplo, e tampouco com o Palácio Iguaçu. Aliás, na oposição existe o assombro da figura da presidente Dilma Rousseff, cujo apoio é tão indesejável, tão constrangedor e tão comprometedor quanto o apoio do governador Beto Richa. Daí, o espaço do meio, entre situação e oposição, aqui no Paraná, ser o mais indicado na eleição municipal do ano que vem. É a receita mais indicada, nas circunstâncias atuais.

Trazendo essa questão para Ponta Grossa, há que se provocar a inteligência dos pensadores que pertençam a partidos políticos para essa reflexão, Partidos políticos que, naturalmente, não estejam muito grudados em Beto Richa e não muito próximos da figura da presidente Dilma Rousseff. Em outras palavras, é uma provocação que passa longe de endereços de partidos como PSDB, DEM, PPS e PT, PDT, PCdoB.

Talvez, seja o momento dos chamados partidos nanicos, que exibam algum veio de seriedade e condições de independência em relação aos dois extremos da situação e oposição.

Não sendo candidato, pela sua reconhecida proximidade política com o governador Beto Richa, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho estará sendo “generoso” com o prefeito Marcelo Rangel, na liberação absoluta do apoio de Beto à reeleição do alcaide pontagrossense. Que não poderá rejeitá-lo, porquanto desfraldou a sua bandeira na eleição em 2012, enquanto ele próprio desfraldou a bandeira da reeleição do governador, agora em 2014. Em 2010, a bandeira ora de Beto, ora era de Osmar Dias. Conhecidos os resultados eleitorais, a bandeira de Osmar foi jogada ao fogo, restando o desfraldar inteiro da bandeira de Beto Richa. Que, no ano que vem, então, exibirá, aqui na cidade, a bandeira de Marcelo Rangel. Trocas generosas de gentilezas.

O estrago que o governador Beto Richa está promovendo na sociedade paranaense com o seu despreparo em lidar com os movimentos reivindicatórios dos servidores estaduais já coloca a própria sociedade em confronto aberto contra ele e contra todos os que a ele são ligados. Como Plauto e Marcelo Rangel, para citarmos apenas exemplos eminentemente locais.

Plauto ainda pode alimentar o sonho de uma cadeira no Tribunal de Contas. Quanto a Marcelo, talvez o “sonho” de voltar aos microfones da emissora de rádio FM da família.

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