Para onde foram os terminais integrados em torno da área central?

Logo nos primeiros dias de 2014, o prefeito Marcelo Rangel e seus secretários criaram um fato novo importante na cidade ao terem se dirigido, por iniciativa própria, à Associação Comercial e Industrial para o anúncio de um pacote de obras, em especial, três ou quatro terminais integrados em torno da área central. A ACIPG aplaudiu o feito, proclamado como de prestígio e consideração à entidade. Os veículos de comunicação deram ampla cobertura, indicando que estava surgindo um tempo novo e um estilo novo de se administrar a cidade.

Um ano e cinco meses depois, a gente constata de que nada aconteceu daquele anúncio festivo e fogueteiro.

É que, poucos meses depois, o secretário de Planejamento, João Ney Marçal Filho, se demitiu do cargo. Logo ele que era o fiador dos projetos anunciados. Aliás, o último dos três pilares de sustentação do governo do prefeito Marcelo Rangel. O primeiro a deixar a casa enjambrada foi o empresário Flávio Kaiber, ao se desligar, sessenta dias depois de iniciado o governo, do comando da Secretaria Municipal de Administração. Aí, restaram, como pilares, João Ney Marçal Filho, no Planejamento, e Álvaro Scheffer, na Indústria e Comércio. Em meados de 2014, Álvaro preferiu retomar seus afazeres no Grupo Águia, de sua família. Aí, o desabamento da casa começou a ficar visível, mas com uma resistência heróica do último pé direito, Ney Marçal Filho. Na virada de ano, eis que esse último pé direito ruiu, também. E, aí, o governo praticamente se desfez, porque nada mais fez em cima de propostas mais consistentes, como a da construção de um aeroporto novo, cujo projeto estava sendo gerido por Álvaro Scheffer, e a construção dos tais terminais interligados da área central e a construção de uma via alternativa para o trânsito da Carlos Cavalcanti, por meio da Rua Machado de Assis. Sem falar no trato empresarial que Flávio Kaiber quis implantar na Prefeitura, sem interferência de apadrinhamento político.

Exatamente, daqui a um ano, estaremos ingressando no mês das convenções partidárias. E o prefeito Marcelo Rangel haverá de estar perfilado para uma nova candidatura. E, claro, tendo ao lado, a figura do governador Beto Richa. Um que não fez nada no Estado e outro que não fez nada na cidade. Grande dupla!

 

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