Plauto, com o abraço de afogado de Beto, está fora do páreo da sucessão municipal

Plauto, com o abraço de afogado de Beto,

está fora do páreo da sucessão municipal

 

O deputado Plauto Miró Guimarães Filho até seria um bom candidato a prefeito, no ano que vem, por conta de uma bem sucedida carreira política, como deputado estadual. Experiente, bom estrategista, bem situado no governo do Estado, seria, sim, um bom candidato, até mesmo por conta da experiência desastrosa que a cidade está vivendo com o governo do prefeito Marcelo Rangel, comprovadamente, despreparado para o cargo.

Entretanto, Plauto está hoje inviabilizado para qualquer nova disputa eleitoral, a exemplo dos demais companheiros seus, que foram levados naquele camburão da Polícia Militar, sob a escolta do então secretário da Segurança Pública, Fernando Francisquini. Plauto, como seus colegas da base de apoio ao Palácio Iguaçu, recebeu um abraço de afogado de seu amigo governador Beto Richa. Aqui na cidade, virou inimigo da classe dos professores e, de um modo geral, do funcionalismo público do Estado. Feito candidato, os professores sairiam às ruas para denunciar Plauto, como amigo de Beto, inviabilizando, de vez, sua candidatura. Com isso, o futuro político do deputado Plauto deve mesmo estar no Tribunal de Contas, se o governador Beto Richa não falsear, novamente, com o compromisso de lealdade para com ele.

Com o descarte de Plauto, o apoio do governador Beto Richa terá um destino único, que será na candidatura, à reeleição, do prefeito Marcelo Rangel. Como Marcelo foi eleito com o apoio de Beto, em 2012, prometendo, dentre outras coisas, a trincheira do Jardim Los Angeles, Beto haverá de prestar um grande serviço à Ponta Grossa, vindo aqui e anunciando seu apoio irrestrito à reeleição de Marcelo Rangel. Será a senha para a derrota do prefeito. Ou, melhor dizendo, será o empurrão que está faltando para a saída de Marcelo da Prefeitura da cidade.

E esse desgaste de Beto a seus companheiros de Ponta Grossa se estende para as demais cidades do Estado, pois, onde houver um candidato a prefeito do PSDB, ou de qualquer partido aliado do governo, o insucesso será a primeira garantia. Aliás, há quem diga que o prefeito Marcelo Rangel estaria com dores no joelho, de tanto rezar, pedindo para que o governador Beto Richa não invente de querer fazer uma cidade à Ponta Grossa, neste momento em especial, para não se ver na obrigação de aparecer ao seu lado. Com os professores protestando do outro lado da rua.

Sem a presença do deputado Plauto Miró Guimarães Filho no processo eleitoral da sucessão municipal, o caminho estaria aberto à procura de um novo nome, de preferência do meio empresarial, para se apresentar ao eleitorado, como alternativa convincente, para um voto seguro do eleitor pontagrossense.

Um candidato distante dos partidos tradicionais da base do governado Beto Richa e distante também dos partidos da base de apoio à presidente Dilma Rousseff. Ou seja, um candidato com palanque próprio, sem espaço para Beto e para Dilma. E sem espaço para apoiadores de Beto e apoiadores de Dilma. Uma terceira via.

Do que aconteceu no dia 29 de abril em Curitiba, a primeira conseqüência política, no campo eleitoral, estará, sim, nas eleições municipais do ano que vem. E a realidade de Ponta Grossa haverá de ser a realidade do Paraná, começando, inclusive, por Curitiba, onde o espaço de uma terceira via também se mostra atraente.

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