Se a manifestação de domingo for igual ou maior que a de março, pobre da Dilma

No domingo, 15 de março, o Brasil pareceu viver um espécie de renascimento de sua consciência política, pela surpreendente presença da população nas capitais e cidades importantes do País, protestando contra o desgoverno da presidente Dilma. Os índices de popularidade de Dilma despencaram e se encontram hoje em uma fase bastante crítica. Se, neste domingo, a nova manifestação popular se igualar com a de março, a presidente Dilma não vai poder continuar fingindo que não há nada de grave nesse seu segundo mandato. Acontece que a presidente da República imaginou, com o protesto de março, que estaria dando uma resposta à altura da importância do movimento popular com aquela mensagem surrada de combate à corrupção enviada ao Congresso Nacional. O Brasil não precisa mais de leis para combater a corrupção; basta que as leis existentes sejam cumpridas. Basta que os agentes públicos se comportem com moralidade. Que os agentes públicos sejam mais conseqüentes e saibam de tudo o que acontece à sua volta, no âmbito da administração pública.

Há um clima generalizado de apreensão, porquanto esse novo governo da presidente Dilma não tem rumo, não tem crédito, não tem afirmação. Dilma exagerou no grau da mentira no curso da campanha eleitoral. E, hoje, diante da constatação do produto da mentira da campanha, que é a insegurança na economia e apreensão na política institucional, não haverá exagero na consideração da Dilma Rousseff do passado, a guerrilheira, com a Dilma Rousseff candidata, em 2014. Lá, a mentira era de que a luta armada se destinava a derrubar a ditadura para restabelecer a democracia. Agora, a mentira foi para se manter no poder, a despeito da realidade desastrosa que ela provocou em seu primeiro governo. Longe de reconhecer os erros cometidos, o revigoramento do espírito da guerrilheira se fez presente no grau da mentira, da desfaçatez, da enganação para convencer o eleitor menos avisado.

O brasileiro está desencantado, triste, frustrado, pois, não bastasse esse governo novo e desastrado, ainda há um panorama sombrio de corrupção, que se instalou no primeiro governo do ex-presidente Lula, se aprofundou no segundo governo e se manteve com Dilma no Palácio do Planalto. A dose é muito forte para o cidadão comum. E preocupante para o empresário comum, aquele que nada tem a ver com o cartel das grandes empreiteiras.

Mas, de repente, o cidadão comum está se enchendo de coragem e se convencendo de que precisa externar sua indignação, dizer a Lula, a Dilma e ao PT que o Brasil não lhes pertence e que eles não tinham o direito de roubar a esperança, o sonho, o desejo do brasileiro comum em ver um país governado com decência e responsabilidade. Felizmente, que esse cidadão comum descobriu que, indo às ruas, tem força para dizer que a presidente da República é uma servidora da causa do povo e que é, para isso, que foi reeleita. Se não quis se convencer dessa realidade, pelo voto recebido, começa a se perceber agora, pela realidade das vozes roucas das ruas. Vozes ordeiras, mas determinadas.

E se Dilma não se curvar a essas vozes roucas das ruas, agora neste domingo, poderá perder a última oportunidade para se manter no Palácio do Planalto. A sua arrogância, especialmente neste momento, está sendo a sua pior conselheira. A sua pior inimiga.

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