O Beto Richa está levando o Paraná a maior crise financeira de sua história

É indiscutível a constatação de que o governador Beto Richa mentiu no Paraná, tanto quanto a presidente Dilma Rousseff mentiu no Brasil.Como Beto pertence ao PSDB e Dilma ao PT, os dois extremos buscaram uma identificação que impressiona. A identificação da irresponsabilidade. Dilma vai, bem ou mal, tentar levar seu segundo mandato até o final de 2018 e, depois, vai embora, viver uma doce aposentadoria, pouco se importando com o que deixou para trás. Mas, Beto vai deixar o governo no final de março de 2018 para tentar se eleger senador. Porém, há de se indagar de que forma ele chegará até 2018, diante do encaminhamento do Estado para a sua mais grave crise financeira. E o que mais preocupa e chama a atenção é que não se tem notícia de nenhuma calamidade, de nenhuma tragédia, de nenhum desastre da economia mundial para explicar a situação em que o Paraná se encontra. O esclarecimento dessa situação é a maior dívida que Beto contraiu com o povo paranaense. Ele tem a obrigação moral de contar ao cidadão do Paraná o que foi que fez, nos quatro anos de seu primeiro mandato, para colocar o Estado nessa calamitosa situação financeira. Ou o governador Beto Richa é um irresponsável, ou é um incompetente. Não há uma terceira via. E, nisso tudo, é irmão gêmeo da presidente Dilma Rousseff. Em outras palavras, o PSDB do Paraná não pode falar mal da Dilma, nem o PT do Paraná pode falar mal do Beto. Ambos se merecem.

As medidas tentadas na semana do Carnaval para aprovação da Assembleia Legislativa revelaram um lado truculento do governo, que, de forma impiedosa e cruel, não se constrangeu em submeter seus aliados a um vexame histórico, como a inusitada situação de os deputados de sua base aliada chegarem a Assembleia num ônibus da polícia, destinado mais apropriadamente ao transporte de criminosos comuns.

O governador Beto Richa, vale repetir, só foi reeleito porque era, entre os seus dois principais concorrentes, o menos ruim. E, nessa condição, se prevaleceu do direito de mentir, de pintar um cenário de casa arrumada, de equilíbrio financeiro, anunciando que “o melhor está por vir”.

Se a crise, em que o Paraná se encontra, é devida a governos anteriores, o governador Beto Richa tinha o dever de ter esclarecido essa situação em seu primeiro governo. Como nada disso aconteceu, é de se imaginar que o agravamento das finanças do Estado se deu mesmo em sua própria administração, sem que, hoje, esteja em condições de dialogar com a sociedade para explicar as medidas duras que está a tomar em relação ao contribuinte paranaense, por não ter a quem transferir responsabilidade. O IPVA vai chegar em abril…

A grande pergunta que está na rua é “Para onde foi o dinheiro do Paraná?”, pois, olhando-se ao redor, não se vê obra do governo, não existe um grande projeto de realizações, não se vê o funcionamento da máquina do Estado.

O governador Beto Richa não está agredindo, apenas, os servidores públicos do Estado, em especial, os professores. O governador Beto Richa está agredindo o povo do Paraná, desrespeitando o povo do Paraná, violentando o povo do Paraná.

Ironicamente, cabe aqui a indagação do mote do jornalismo investigativo da Rede Globo: “Cadê o dinheiro que estava aqui?”…

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