A cidade tem cinco nomes para a disputa da eleição municipal

Nossos cinco deputados estão empossados e com o dever de trabalhar pelo bem comum da comunidade. Entretanto, é preciso reconhecer que o processo eleitoral é uma constante na vida do político. É que uma eleição já baliza o próximo pleito eleitoral. E, como sabemos, o próximo confronto já tem data marcada, que é o primeiro domingo de outubro de 2016. E, de preferência, sem a presença do Ibope, na véspera da eleição, para não interferir no resultado, como aconteceu em 2012, quando o Ibope tirou o hoje deputado estadual Márcio Pauliki do segundo turno da eleição. E tudo ficou por isso mesmo, o que é de se lamentar.

Na listagem de hoje para as eleições municipais do ano que vem, temos, a princípio, cinco nomes, o que pode representar uma espécie de um bom estoque de valores para o governo da cidade. Na verdade, são nomes possíveis, como os deputados estaduais Márcio Pauliki e Plauto Miró Guimarães Filho; o deputado federal Aliel Machado e o prefeito Marcelo Rangel, que, a despeito do péssimo desempenho que vem tendo à frente do governo da cidade, deverá disputar a reeleição. Mas, para cinco, parece estar faltando relacionar, justamente, o quinto nome. E o quinto nome seria do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, que estaria se recompondo para continuar fazendo história na política pontagrossense, ao disputar, então, um quarto e histórico mandato.

Analisando cada um, temos que o deputado Márcio Pauliki tende muito mais, hoje, a compor uma frente com o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, no apoio ao nome de Plauto, do que se apresentar como candidato. É que, tendo sido eleito para seu primeiro mandato, não gostaria de se mostrar um político carreirista, disputando uma eleição, a cada dois anos. Desse modo, apoiaria Plauto, numa frente de oposição ao governo do prefeito Marcelo Rangel, que, de seu lado, se efetivamente se decidir por uma candidatura à reeleição, terá o apoio de seu irmão, o deputado federal Sandro Alex, sem perspectiva de uma aliança de maior visibilidade. É que, hoje, pelo seu fraco desempenho, politicamente falando, está inviabilizado para tentar a renovação de seu mandato. Sem dinheiro para pagar fornecedores, eis que acaba de surgir como benfeitor do estudante, ao propor o passe livre para estudantes de primeiro, segundo e terceiro graus. No mínimo, uma irresponsabilidade política.

O jovem deputado federal Aliel Machado tem sua candidatura estimulada pelo deputado estadual Péricles de Holleben Mello. Porém, Aliel foi vereador por dois anos e se elegeu deputado federal, num feito espetacular. De repente, no segundo ano de seu mandato na Câmara Federal se apresentar para disputar a Prefeitura Municipal poderá ficar mal visto aos olhos do eleitor. Mas, a despeito disso, tem, a seu favor, o fato de ter sido a grande novidade do pleito eleitoral do ano passado.

Por fim, temos a figura do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, cuja lembrança vem se dando muito mais pelo insucesso do governo do prefeito Marcelo Rangel, do que pelos próprios méritos, tendo em vista que o seu terceiro governo foi, para a cidade, um verdadeiro desastre político.

Mas, se o deputado Plauto avançar – e aproveitar o momento – no projeto de uma nova candidatura a prefeito, Pedro Wosgrau muito dificilmente se disporia a bater de frente com um antigo e fiel aliado. Aliás, Plauto sempre apoiou Pedro, sem que Pedro tivesse retribuído tamanha fidelidade. Basta se fazer uma análise do perfil político de Pedro, para se saber que, na verdade, ele nunca apoiou ninguém, mas sempre quis ser apoiado. Mas, e o Paulo Cunha Nascimento, em 92? No caso do Paulo, primeiro, ele se empenhou pela candidatura do Paulo, para não permitir que dona Cenir Frare da Cunha, esposa do ex-prefeito Otto Cunha, fosse candidata. Depois, precisava derrotar o deputado Djalma de Almeida César. O Paulo foi um instrumento para ele derrotar Cenir e Djalma.

Por fim, de todos esses nomes falados, o cavalo encilhado estaria, mesmo, mais para o deputado Plauto Miró Guimarães Filho.

 

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