É preciso que alguém zele pelas nossas entidades assistenciais

Insisto na defesa de nossas entidades assistenciais, por conta da desatenção de nossas autoridades para com elas. É preciso evidenciar que essas entidades são dirigidas por voluntários, pessoas vocacionadas para a solidariedade humana, que trabalham em tempo integral para suas organizações, de modo que possam, da melhor maneira possível, prestar um atendimento eficiente aos que dela dependem para o desejável processo da verdadeira promoção humana. E essas associações fazem por merecer do Poder Público, em seus três níveis, uma atenção especial, que não precisa ir além da responsabilidade contratual, mas que, de outro lado, não fuja a essa responsabilidade.

Neste segundo semestre de 2014, a administração do prefeito Marcelo Rangel dispensou um tratamento rude para com essas nossas entidades, no atraso ao repasse mensal das verbas contratadas, o que levou essas entidades a admitir a necessidade de uma manifestação pública de denúncia a esse descaso do governo municipal. Acontece que as entidades possuem funcionários, cujos salários, por convênio com Município, são pagos com as verbas desse documento. E no instante em que o Município deixa de cumprir a sua parte, as entidades deixam de pagar seus funcionários. E, aí, é fácil se deduzir da crise que se instala em cada entidade e das dificuldades para a manutenção dos serviços de cada uma.

Infelizmente, o governo do prefeito Marcelo Rangel transformou a Secretaria da Assistência Social num cabide de emprego para partidários políticos seus, desmontando uma estrutura técnica que havia e que prestava, ao menos, um serviço de razoável eficiência administrativa. Com as mudanças havidas, a eficiência desapareceu.

Com o início de um novo ano, o que se espera, especialmente do governo municipal, é uma atenção mais respeitosa para com nossas entidades assistenciais. É verdade que o ano que está se encerrando trouxe a normalidade do repasse financeiro da última parcela. O que constitui o cumprimento de uma responsabilidade devida, que não foi obedecida nos cinco meses anteriores. Mas, que volte a ser norma corriqueira nos vinte e quatro meses que restam do atual governo.

Defendo as entidades, por conhecer o trabalho de cada uma delas, o esforço, a dedicação, o sacrifício de cada dirigente, no trabalho devotado aos seus respectivos assistidos. É um verdadeiro sacerdócio. E, aqui, faço o registro eloqüente da participação viva da comunidade, pois, não fora isso, e nossas entidades fechariam suas portas.

A torcida, portanto, é para que o prefeito Marcelo Rangel, que estará iniciando o terceiro ano de sua gestão, tão logo volte de suas férias de dez dias no Exterior, possa retomar o comando do governo, com o compromisso de zelar e velar pelas nossas instituições, que cuidam de boa parte da população, que necessita da verdadeira solidariedade humana.

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