A vitória de Mainardes pode sinalizar uma aliança entre Plauto e Pauliki para 2016

Os dois votos decisivos do PDT para a vitória nesta terça-feira do vereador Sebastião Mainardes Júnior para a presidência da Câmara Municipal merecem ser vistos como uma primeira sinalização para sucessão municipal de 2016, numa coligação reunindo, de princípio, o DEM e o PDT, o que significa uma aliança entre o deputado Plauto Miró Guimarães, que será mantido na primeira secretaria da Assembleia Legislativa, e o deputado eleito Márcio Pauliki. Não fora isso, e os vereadores Antonio Laroca Neto e Jorge Magalhães teriam se mantido divididos entre as candidaturas de Mainardes, do DEM, e de Márcio Schirlo, do PSB. Jorge estava com Mainardes, enquanto Laroca era voto certo de Schirlo. Uma reunião com o deputado Márcio Pauliki fez com que os dois vereadores do PDT firmassem apoio ao nome de Mainardes Júnior, muito ligado ao deputado Plauto Miró.

À primeira vista, essa composição para 2016 será de oposição ao grupo dos irmãos Oliveira, o prefeito Marcelo Rangel Cruz de Oliveira, e o deputado federal Sandro Alex Cruz de Oliveira. É que, reunidos nessa possível frente, Plauto e Márcio colecionam uma particularidade em comum, a de terem sido traídos pelos dois irmãos. Márcio, que foi companheiros e correligionário de ambos nas eleições de 2008, na campanha de Sandro para prefeito, e de 2010, nas campanhas de Marcelo, à reeleição à Assembleia, e de Sandro a Câmara Federal, se imaginava com o apoio dos dois para sua campanha a prefeito, de 2012, o que, como é sabido, não aconteceu. Da parte de Plauto, o deputado abriu mão de sua candidatura a prefeito, em favor da candidatura de Marcelo Rangel, com direito a indicar o candidato a vice-prefeito, que seria João Ney Marçal Filho. De novo, Plauto abriu mão em favor do então vereador Dr. Zeca, com o compromisso de apoio à sua reeleição em 2014. O médico e vice-prefeito Dr. Zeca saiu candidato a deputado estadual, enquanto o prefeito Marcelo Rangel, com prestígio popular em queda, ficou à margem do processo, pois, além do vice-prefeito candidato, havia também a candidatura do vereador George Luiz de Oliveira, que pertencia ao seu grupo. Com isso, no que pode o prefeito tentou ajudar a reeleição de seu irmão, que, por sua vez, andou fazendo dobradinha com o deputado federal e candidato a deputado estadual Ratinho Júnior, também. Passadas as eleições, o primeiro sinal de distanciamento do deputado Plauto, reeleito, com o prefeito e seu irmão foi a saída de João Ney Marçal Filho da Secretaria do Planejamento.

Com um governo em crise, o prefeito Marcelo Rangel precisa de alguma coisa que se assemelhe a milagre para reunir condições políticas de uma candidatura à reeleição em 2016. Como não conseguiu equilibrar o caixa da Prefeitura ao final de seu segundo ano de mandato, muito dificilmente haverá de conseguir essa façanha em 2015, o que o remeterá para um mero figurante no processo eleitoral de 2016, aos trancos e barrancos.

Vai daí, que os deputados Plauto e Márcio estão promovendo a primeira sinalização de que poderão estar juntos em 2016, seja em torno da candidatura de Plauto a prefeito, do próprio Márcio, ou de um terceiro nome, como do empresário Álvaro Scheffer, por exemplo.

E o principal concorrente, no caso, haverá de ser o ainda vereador e deputado federal eleito Aliel Machado, do PCdoB.

Enfim, parece que estamos diante do primeiro fato novo para 2016.

 

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