O que o SOS fez com o Banco de Alimentos? Quebrou?…

O ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho se tivesse ficado somente em seu primeiro governo – quem sabe até no segundo -, teria deixado uma imagem bastante positiva. Em seu primeiro e produtivo governo, dentre outras importantes obras, adquiriu o antigo Hospital 26 de Outubro, que era o hospital dos ferroviários, e o transformou num excepcional espaço para a Assistência Social, criando ali o Centro de Ação Social, que deu nova vida e forma a Secretaria da Assistência Social. E, nesse contexto, surgiu a UPA – Unidade de Produção de Alimentos -, que me parece que acabou tendo a denominação de Banco de Alimentos. Essa unidade, criativa, cumpriu um papel importante em todos os governos, desde a sua criação, com ênfase para o período do ex-prefeito Péricles de Holleben Mello, que colocou para comandar esse órgão o profissional Roberto Mryczka, que deu organização e eficiência ao Banco de Alimentos, que, reconhecido na sua competência, continuou no cargo durante os dois últimos governos de Pedro Wosgrau, que se seguiram ao de Péricles. Pelo “pecado” de sua competência, acabou por deixar o cargo no atual governo. Claro, só os iguais se atraem…

Sem que se conheçam as razões, o Banco de Alimentos está sendo transformado numa miragem neste atual governo, pela gestão ineficiente do discutido Serviço de Obras Sociais, para cuja órbita o Banco de Alimentos foi transferido mais atrás. Aliás, o SOS, há tempos, perdeu sua originalidade e finalidade, parecendo, hoje, muito mais um braço político do gestor municipal, do que propriamente uma instituição voltada ao espírito maior das políticas públicas da Assistência Social. Mais, parece ter se tornando uma entidade intocável, pelas seguidas demonstrações de força política, pela ação tanto de uma maioria dos membros do Conselho Municipal da Assistência Social, quanto da maioria dos integrantes da Câmara Municipal. Há casos risíveis, e até provocativos, do que faz hoje o Banco de Alimentos, como enviar para um Centro de Educação Infantil, que atende 90 crianças, um pacote com um quilo de carne moída, e três quilos de feijão para uma outra entidade, que trabalha com crianças e também pessoas adultas. Seria melhor que o Banco de Alimentos fosse fechado, de vez, do que estar provocando e irritando dirigentes de entidades assistenciais, que, aliás, têm sido vítimas, de um modo geral, dessa presente gestão municipal, tida e havida como um dos maiores desastres da história de nossa administração pública municipal.

De um lado, a Prefeitura Municipal atrasa o repasse financeiro para nossas entidades, pelo convênio existente para pagamento de pessoal, em especial, enquanto de outro lado, o Banco de Alimentos, que apoiava as entidades,  com a garantia da entrega de alimentos, dá mostras visíveis de ter sido quebrado, pois, até o pão que era fornecido e produzido na UPA, a Unidade de Produção de Alimentos, estaria desaparecendo, pelas reclamações havidas na semana passada.

Mas, no rádio, a cidade virtual continua uma maravilha…

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *