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Foi o ano de os mentirosos se reelegerem: Dilma em Brasília e Beto no Paraná

A presidente Dilma Rousseff se relegeu em cima do discurso mais mentiroso e falso que já se viu numa campanha presidencial. O Brasil nunca havia visto algo parecido, em toda a sua História. E, aqui, em nosso Estado, o governador Beto Richa também se reelegeu em cima de um discurso mentiroso e falso. Não se pode dizer que Beto foi o mais mentiroso e falso, porque existe o precedente do senador Roberto Requião, em suas campanhas para o Palácio Iguaçu. Em 90, a história do Ferreirinha, para desmoralizar o seu concorrente, o então deputado federal José Carlos Martinez; em 2002, com a farsa do pedágio “baixa ou acaba”; em 2006, com a promessa das tais estradas alternativas ao pedágio; e, agora em 2010, falando dos hospitais, que construiu em seus governos anteriores, sem mencionar que os tais hospitais, muitos deles, sequer, ficaram em condições de funcionar, como o de Ponta Grossa, que passados praticamente cinco anos, ainda apresenta deficiências. Mas, Beto não ficou muito longe de Requião, não.

No plano federal, bastou a campanha ser encerrada, para que a Polícia Federal deflagrasse uma nova etapa da operação Lava Jato para prender dirigentes de nossas maiores empresas construtoras, metidas até o pescoço no maior escândalo de roubalheira do dinheiro público, até agora conhecido, processado nas negociações com a Petrobrás. Ainda que tudo isso tivesse, de alguma forma, sido denunciado pelo senador Aécio Neves, na campanha presidencial, foi, de outro lado, sistematicamente negado pela presidente Dilma Rousseff, que acusava Aécio e a oposição de quererem desmoralizar nossa maior empresa, a Petrobrás. E, agora, está claro que, se a oposição e Aécio queriam desmoralizar a Petrobrás, os governos de Lula e Dilma se esforçaram por quebrar a Petrobrás, consentindo na criação e no funcionamento de uma organização criminosa dentro da empresa, num conluio envolvendo diretores da empresa com diretores das maiores empreiteiras do Brasil. Por conta disso, o ex-presidente parece ter sumido, enquanto a presidente reeleita Dilma continua fazendo cara de paisagem, mas ciente do que a aguarda na continuidade desses acontecimentos.

Enquanto isso, aqui no Paraná, o governador Beto Richa surge, agora, com um “pacote de maldades” para a população, impondo sacrifícios ao povo para aumentar a receita do Estado. Na campanha, Beto dizia que “o melhor está por vir”, afirmando que, “com a casa em ordem e as finanças ob controle”, o segundo governo seria um tempo de grandes realizações. Ainda que sempre estivesse claro, mas, diante das circunstâncias, a evidência se agiganta, o governador Beto Richa quebrou o Estado em seu primeiro mandato e não tem dinheiro para iniciar o seu segundo governo.

Por oportuno, é bom que se diga que Richa não foi eleito por seus eventuais méritos e nem mesmo pelo discurso mentiroso da campanha. Beto foi reeleito, por conta do voto da eliminação, ou seja, dos piores candidatos, Beto se afigurava como o menos ruim. Entre Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, o paranaense achou melhor, ou menos ruim, continuar com Beto Richa.

Só que o governador deveria ter tido uma compostura de maior respeito para com o povo do Paraná. Antes de aumentar impostos, que promovesse um visível processo de contenção de gastos e mordomias na estrutura administrativa do Estado. O que não aconteceu.

Vê-se, assim, que o ano de 2014 vai para a história como o ano da dominação do discurso da mentira, da enganação, da falsidade. Com Dilma lá e Beto aqui.

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