E o secretário da Assistência Social se autoriza a fazer ameaça…

Ainda que o vereador Júlio Kuller, na condição de secretário municipal da Assistência Social, tenha feito uma ameaça velada às entidades assistenciais ao dizer, na reunião de segunda-feira com elas, de que “o governo municipal não aceita trabalhar sob pressão”, numa evidente alusão crítica a uma prometida manifestação pública, na eventualidade de não haver o pagamento do mês de outubro ao longo desta semana, as entidades estão prontas e determinadas a cumprir com a ameaça, eis que se encontram no limite máximo da tolerância pela falta de consideração, de respeito e de satisfação, diante do descumprimento, por parte do governo municipal, do convênio assinado, pelo qual o Município é obrigado a fazer um repasse mensal às entidades conveniadas para pagamento, em especial, do pessoal contratado.

Se o governo não aceita trabalhar sob pressão, como disse o medíocre secretário da Assistência Social, é o caso de se dizer ao governo que as entidades não aceitam trabalhar sob humilhação, nem seus funcionários sem o pagamento de salário. Ou seja, basta que o governo cumpra com a parte que lhe cabe no convênio, que as entidades continuarão cumprindo com o dever consagrado no mesmo documento. E, aí, sob o império do respeito mútuo. Entretanto, quem rompeu essa relação necessária e desejável de respeito foi o governo municipal, a que serve o secretário medíocre da Pasta da Assistência Social.

O Banco de Alimentos, mantido dentro do SOS, faz por merecer uma investigação, primeiro, da Câmara Municipal, o que parece pouco provável, depois do Ministério Público. Acontece que o Banco de Alimentos, pelas informações correntes, está quebrado. Há relatos ridículos de dirigentes de entidades assistenciais, como, por exemplo, o recebimento de um quilo de carne moída; de um pacote com cinco tomates e um outro pacote, com seis laranjas; a entrega de duas cabeças de repolho e três quilos de arroz. Isso tudo para três entidades. Isso é descalabro, eis que a Assistência Social parece ter conseguido aprofundar o fundo do poço, relativamente, à situações do passado, em outros governos. E quem deveria cuidar dessa situação, em favor das entidades assistenciais, seria o medíocre secretário da Assistência Social.

É claro que a crise financeira do Município, de responsabilidade, agora, do atual governo, porquanto estamos caminhan do para o final do segundo ano do prefeito Marcelo Rangel, atinge mais gente, como prestadores de serviço e fornecedores da Prefeitura. Entretanto, estou cuidando, prioritariamente, das entidades assistenciais, porque estas trabalham com figuras humanas carentes, tidas e havidas no sagrado direito a um atendimento digno, pelo conjunto da legislação federal, que elegeu a Assistência Social como Política Pública, tanto quanto, a Educação e a Saúde. Não pode mais ser palco da demagogia e da mentira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *