O prefeito deve uma satisfação às entidades assistenciais

O prefeito Marcelo Rangel está metido em sérias dificuldades financeiras do Município. Dificuldades de sua própria responsabilidade, porquanto, um ano e dez meses depois de ter assumido o governo, nem mais faz sentido responsabilizar o governo passado. Sem que tenha chegado na metade de seu governo, está devendo uma vela para cada santo. Há quem diga que é mais de uma vela.

Sei que o governo municipal está devendo para fornecedores, prestadores de serviço. Entretanto, quero continuar abordando o atraso de pagamento dos convênios assinados com as entidades assistenciais, que prestam, com dedicação, honestidade e competência, um extraordinário trabalho em favor da solidariedade humana. Pelo convênio assinado, compete ao Município fazer o repasse financeiro, a cada mês, do valor acordado da folha de pagamento de pessoal de cada entidade conveniada.

No inicio do ano, já houve um princípio de tensão com a assinatura dos referidos convênios, que aconteceu na última hora do último dia possível. Uma demonstração de desarranjo e desconsideração para com essas tradicionais organizações sociais, dirigidas por pessoas que merecem o maior respeito da sociedade. Deveriam merecer do prefeito, também.

Tem conta do início do ano que não foi paga ainda, mas que promete vir a público, talvez até o final da próxima semana, em meio a o um anúncio do fechamento de um grupo de entidades assistenciais. A ameaça está pairando no ar. E esse assunto é possível que já tenha sido levado ao conhecimento da juíza Noeli Reback, da Vara da Infância e da Juventude. Em outra ponta, estaria em curso um processo de denunciação do prefeito junto ao Ministério Público Estadual.

É bom esclarecer, até para justificar o que se está a escrever, que as entidades assistenciais, em sua maioria, ainda não receberam o repasse financeiro relativo ao mês de setembro. Significa que essas entidades não pagaram a seus funcionários ainda o mês de setembro. E outubro já termina na próxima semana.

Dada a gravidade da situação, é dever do prefeito reunir essas entidades em seu gabinete, ao menos para, pessoalmente, dar uma satisfação. Acontece que nem satisfação os dirigentes dessas entidades estão a merecer do governo municipal. Sem dinheiro e sem informação, os dirigentes começam a esboçar a organização de um movimento para uma manifestação pública de denúncia e protesto contra o prefeito da cidade. Manifestação para acontecer em frente ao prédio da Prefeitura Municipal. Num feito, sem precedente e que, se confirmado, poderá resultar no fechamento de um grupo considerável de entidades assistenciais, em meio a uma grave e séria conseqüência para a comunidade pontagrossense.

Para essas entidades, a palavra do prefeito não tem mais valor. Acontece que ele, de viva voz, prometeu que até o dia 15 de outubro faria o pagamento do mês de setembro. E os dirigentes das entidades acreditaram. Como a palavra não foi honrada, esses dirigentes estão sem rumo e vivendo o drama de não terem podido pagar o salário de setembro a seus funcionários.

E o prefeito, pelo que se ouve falar, tem apenas o dia de hoje para dar uma satisfação. E se não o fizer, não terá o direito de se queixar do que venha a acontecer. Nem de repetir Lula e Dilma, sobre não saber de nada.

 

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