Chega ao fim a campanha com a marca do maior escândalo de corrupção do País

Ou a sociedade brasileira está corrompida de vez, ou os valores da moralidade pertencem ao passado. É que nunca se viu antes tanta denúncia de corrupção, em meio a uma campanha eleitoral para a Presidência da República. E a candidata à reeleição segue impávida, como se nada lhe dissesse respeito. Aliás, que ela proceda dessa forma, nada demais, pois, está a repetir o seu antecessor, guia e ídolo nesse item também. Afinal, Lula sempre disse que nunca soube nada do mensalão. E diz que o mensalão não existiu. Dilma também disse que não sabia de nada do que aconteceu na Petrobrás. Forçada pelas circunstâncias da campanha eleitoral, admitiu-se, há poucos dias, ter tomado conhecimento de indícios de mal feitos na empresa. E é importante lembrar que ela foi ministra das Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, chefe da Casa Civil e, por fim, presidente da República. Difícil não ter sabido de nada. Mas, ela afirma, impávida, não ter sabido de nada.

Imagino que estamos diante do maior dilema da história republicana deste País, pois vamos votar daqui a dois dias, em meio a um vendaval de denúncias de corrupção, o que nos encaminha para um processo viciado,  suspeito mesmo.

A edição da revista Veja, que antecipa a sua circulação para esta sexta-feira, traz a revelação de que o doleiro Alberto Yousseff declarou de que o Palácio do Planalto sempre soube de todas as suas artimanhas. Perguntado sobre quem do Palácio do Planalto, teria dito que Lula e Dilma. A gravidade deveria recomendar a suspensão da eleição, pela evidente razão de suspeição sobre a conduta da presidente da República, candidata à reeleição. E se Dilma ganha? E se as declarações de Yousseff forem confirmadas e provadas? Teremos um novo impeachment?

É forçoso reconhecer que o aparelhamento do Estado, pelos governos do PT, foi um terrível mal à democracia brasileira. Que vai passar por um grande teste, numa eventual vitória de Dilma, pelo que possa acontecer a partir de então. Será uma sexta-feira nervosa, um sábado preocupante e um domingo de céu cinzento.

Na denúncia que fez do mensalão, o então deputado Roberto Jefferson cometeu o pecado de ter inocentado Lula, chamando-o de “de homem do bem”. O empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, demorou demais para responsabilizar Lula, na operação criminosa do que se imaginava ser o maior escândalo de roubalheira do dinheiro público da História do Brasil. Pois, eis que no curso da campanha eleitoral o mensalão se apequenou diante das denúncias de corrupção dentro da Petrobrás, durante os últimos seis ou sete anos, envolvendo os governos de Lula e de Dilma. E, agora, sai a publicação de Veja, dizendo que Lula e Dilma sabiam de tudo o que se passava na Petrobrás.

Não se sabe se haverá tempo para o eleitor, enfim, poder refletir. E se há uma necessidade efetiva de mudança, para o bem, essa necessidade, mais do que nunca, neste momento, se chama Aécio Neves. Pelo povo, pela democracia, pelo Brasil.

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