Nessa crise, onde está o Conselho Municipal de Assistência Social?

No terceiro governo do prefeito Pedro Wosgrau Filho, quando ele humilhou as entidades ao se negar repassar a integralidade dos 7 por cento do reajuste salarial, surgiu uma entidade para representar as nossas entidades assistenciais, a Associação das Entidades Assistenciais de Ponta Grossa, com o propósito de se constituir na voz de nossas organizações sociais diante de um novo episódio de constrangimento, por parte do Poder Público Municipal, em especial, pelo governante da cidade.

E as entidades estão sendo desconsideradas, humilhadas, ignoradas, numa sequência de atraso no repasse dos valores financeiros, e a tal associação parece não saber de nada. Pela semelhança com o proceder do pessoal do PT, será que essa entidade, de repente, não se filiou à CUT?… É que pelo silêncio sepulcral, parece não saber de nada. Mas, falando sério, é claro que deve saber, e seu silêncio merece ser visto como omissão.

Quem está se empenhando para evitar o mal maior é o vereador Delmar Pimentel. Entretanto, Delmar não tem conseguido fazer com as entidades recebam os recursos devidos, pela simples razão de que a Prefeitura está sem dinheiro. Em outras palavras, o prefeito não teve competência para organizar as finanças do Município, mesmo estando à frente da Prefeitura há vinte e dois meses. Seguramente, o SOS não está passando pelas dificuldades que o prefeito está impondo às nossas entidades assistenciais.

Entre os dirigentes de nossas entidades, corre a conversa de fechamento de entidades – sim, no plural -, com lançamento de manifesto público responsabilizando o prefeito Marcelo Rangel pela medida drástica. Acontece que os dirigentes dessas entidades não querem ser arrastados pelas conseqüências da crise financeira do Município. E o preço disso será o fechamento de entidades, com o prejuízo pertencendo à sociedade, porque serão centenas de pessoas que ficarão sem o atendimento que é prestado, ao longo de muitos anos. Porém, nunca haviam se defrontado com tamanha irresponsabilidade, por parte do governante de plantão. Mas, nenhuma entidade será fechada, sem uma satisfação ao público. E essa satisfação será de responsabilização ao governante irresponsável, que não está honrando a própria assinatura no documento assinado com cada uma das entidades conveniadas com o Município.

Há dirigente que já falou, inclusive, em fretar ônibus para que todos os assistidos pela entidade que dirige sejam levados à frente da Prefeitura e lá deixados para que o prefeito assuma a responsabilidade em relocá-los. E isso não está longe de acontecer, não. E se acontecer, seguramente, haverá de ser notícia de âmbito nacional. Talvez, de repente, seja preciso que isso aconteça para que o prefeito leve um choque de responsabilidade no comando da coisa pública.

O que não pode continuar acontecendo é o desrespeito e a desconsideração para com as entidades e para com os seus dirigentes, todos pessoas sérias, briosas, dedicadas ao verdadeiro espírito da solidariedade humana. Isso é inaceitável. Sem se falar no sacrifício a que estão sendo levados os funcionários dessas entidades, que estão com seus salários atrasados.

E, para encerrar, o Conselho Municipal da Assistência Social também não sabe de nada, não vai fazer nada, não serve para nada?…

 

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