No Paraná, tudo dentro da previsão. Por aqui, também, em relação aos nossos deputados

No Paraná, as urnas confirmaram as pesquisas eleitorais. E, assim, o governador Beto Richa foi reeleito no primeiro turno, conquistando uma posição de destaque no cenário político do Estado, especialmente por ter derrotado, de uma vez, duas grandes forças políticas, o senador Roberto Requião, de um PMDB esfacelado, e a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, de Lula e de Dilma. Gleisi, por sinal, fez de tudo para colar sua imagem às imagens de Lula e de Dilma, mas o eleitor paranaense não aceitou a proposta, por entender que nem Lula, nem Dilma estavam disputando o Palácio Iguaçu. Assim, preferiu renovar o mandato do governador Beto Richa.

Em relação ao senador Roberto Requião, que armazena a sua mais humilhante derrota, é preciso reconhecer não ter havido qualquer novidade, porquanto Requião, desde que se elegeu senador em 90, vem acumulando deslealdades, perdendo companheiros e ganhando novos e poderosos inimigos. Neste ano, forçou tanto a sua candidatura, que conseguiu rachar o PMDB. E candidato com o PMDB rachado não poderia mesmo ir além de onde chegou, amargando um duro golpe em sua carreira política, que prenuncia, desde logo, uma difícil reeleição ao Senado em 2018. Patenteou a imagem de político raivoso e rancoroso, deixando como saldo, além de sua derrota pessoal, um PMDB menor no Paraná, dividido e mergulhado na sua mais séria crise.

Enquanto isso, Ponta Grossa também fez a sua parte, elegendo deputados que estavam nos planos do eleitor pontagrossense. A reeleição dos deputados estaduais Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho não constituiu surpresa, da mesma forma, como surpresa não foi a eleição do empresário Márcio Pauliki. Com isso, a nossa representação na Assembleia Legislativa que era de três deputados até 2012, quando, vitorioso para prefeito, Marcelo Rangel renunciou ao seu mandato, volta a ter o mesmo número, ainda que nossa bancada em passado recente era composta de quatro deputados.

Para a Câmara Federal, a reeleição do deputado Sandro Alex, da mesma forma, não merece ser vista como uma surpresa, embora mereça ser vista como a confirmação de um prestígio pessoal, pela significativa votação obtida, assegurando, com isso, um precioso apoio ao governo de seu irmão na Prefeitura Municipal.

Novidade mesmo foi a eleição do vereador Aliel Machado para deputado federal. Novidade, mas não surpresa propriamente, eis que o desempenho de Aliel, candidato único do PCdoB no Paraná, já indicava a possibilidade de vitória. Aqui mesmo, neste espaço, chegamos a escrever que era preciso prestar atenção na campanha do vereador-presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, justamente, pelos indicativos no horizonte da política paranaense quanto às suas chances reais de chegar à Câmara Federal. E, assim, faz história na política de Ponta Grossa, como único vereador a se eleger deputado federal, na metade de seu primeiro mandato. Se, por conta de seu desempenho no Legislativo Municipal, era tido como uma liderança emergente da política local, agora, passa a ser uma liderança emergente no Paraná. Que vai ouvir falar bastante desse jovem guerreiro da política.

Com Aliel, Ponta Grossa, que ficou vinte anos sem deputado federal, depois elegeu Sandro Alex em 2010, agora passa a ter dois representantes.

Para fechar o quadro paranaense, é forçoso homenagear o senador Álvaro Dias, pois, sua reeleição ao Senado é um atestado de aprovação e louvor do povo do Paraná sobre o seu desempenho em Brasília, como a mais forte e contundente voz da oposição ao governo petista de Dilma Rousseff.

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