Raivosos perdem o debate e devem perder a eleição, neste domingo

O último debate entre os candidatos ao governo do Estado, para as eleições deste domingo, promovido pela RPC TV, se prestou muito mais para revelar o acentuado lado raivoso dos senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, que foram para o evento determinados a desconstruir o governador Beto Richa, pela sua singular condição de líder absoluto de todas as pesquisas, com chances reais de vencer, agora no domingo, no primeiro turno, sem preocupação em apresentar propostas e projetos de governo para o Paraná.

De todas as campanhas que participou – deputado estadual, prefeito de Curitiba, governador do Estado e senador da República -, Requião só perdeu uma única vez, em 98, para Jaime Lerner, que disputava a reeleição para o Palácio Iguaçu. A segunda, pelos números das pesquisas divulgadas, está para acontecer, neste domingo. E, de novo, vai perder na reeleição de governador. No caso, para Beto Richa, filho do saudoso José Richa, a quem Requião foi ingrato, injusto e desleal.

Inconformado com sua condição de perdedor, pelas pesquisas, Requião tem carregado, até na aparência, a forte marca de raivoso. É possível que, pela sua característica, não tenha capacidade para uma auto-análise, de modo a reconhecer que sua condição enfraquecida nesta campanha eleitoral é devida ao fato de se desfazer de muitos antigos companheiros e amigos, que foram fundamentais na sua vitoriosa carreira política, justa,ente, por atos de deslealdade. E de Requião não se pode esperar lealdade. Basta lembrar a campanha de 90, quando se elegeu governador pela primeira vez, em que concentrou suas críticas no saudoso ex-governador José Richa, que foi o fundador do MDB no Paraná e quem sustentou esse partido, ao longo de todo o período do regime militar, criando, com isso, condições para o surgimento de lideranças políticas, como o senador Álvaro Dias, o próprio Requião e o ex-senador Osmar Dias, além de outros tantos, como o também saudoso Maurício Fruet e, por via de conseqüência, o filho deste, Gustavo Fruet, hoje prefeito da Capital. Mário Pereira foi vice de Requião em 90 e, hoje, está rompido com ele. Orlando Pessuti foi vice de Requião em 2002 e 2006 e, hoje, está rompido com ele. Coincidência?… Já nem parece ser o caso de se falar sobre seu proceder em relação a Álvaro Dias.

Em relação a senadora Gleisi Hoffmann, ela está exteriorizando nesta campanha um perfil que não era conhecido do eleitor paranaense, o do rancor, que vem também a ser uma característica da vertente radical do seu partido, o PT. Terceira colocada nas pesquisas, com números que a distanciam do segundo colocado (Requião) e muito mais do governador Beto Richa, que é o primeiro colocado, Gleisi esperava repetir nesta campanha o desempenho de quatro anos atrás, quando se elegeu senadora, exibindo uma imagem meiga de uma liderança emergente do PT. No Senado e no comando da Casa Civil da Presidência da República, o seu desempenho não justificou a força da meiguice de 2010, indicando, na campanha deste ano, a possibilidade de ser senadora de um mandato só, pela perspectiva de uma difícil reeleição em 2018. Crítica ácida do governador Beto Richa, não lhe caiu bem o papel de “comadre” do senador Roberto Requião, na cruzada da tentativa da desconstrução do adversário Beto Richa. Sonhando, até de modo exagerado, em enfrentar Beto num segundo turno, bateu no governador imaginando poder ser sua concorrente, num eventual segundo turno, sem derrotar o “compadre” Requião, que é o segundo colocado, mas que, igual a ela, também caminha para ser derrotado já no primeiro turno. Pelos indicativos das pesquisas dos dois mais acreditados institutos de pesquisas eleitorais do País, o Datafolha e o Ibope.

Se Requião e Gleisi desvirtuaram o papel do debate de terça-feira, com uma desmedida ganância de ódio, tudo indica que, no domingo, agora, estarão, com mais rancor, assistindo à vitória do governador Beto Richa, para mais quatro anos à frente do Palácio Iguaçu.

Confirmada a reeleição de Beto, a Requião e a Gleisi, desde logo, se descortina um horizonte de nuvens negras para o pleito de 2018.

Um comentário em “Raivosos perdem o debate e devem perder a eleição, neste domingo

  • outubro 1, 2014 em 13:59
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    Como sempre Adail, o texto ficou muito bom
    Gostei da “comadre”

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