A campanha no Paraná parece entrar num “vale tudo” nesta reta de chegada

A campanha eleitoral deste ano entra, neste domingo, na sua reta de chegada. E a previsão, tanto em nível nacional, quanto estadual, é de que a disputa caia na vala comum da baixaria e do desespero dos que, pelos índices das pesquisas, estão perdendo. No plano nacional, a presidente Dilma está prestando um enorme desserviço à cidadania na priorização em desconstruir a sua principal concorrente do que mostrar o que fez e apresentar o que pretende fazer. Como fez pouco e esse pouco o fez mal, resolveu partir para o confronto rasteiro. E para ridicularizar a ironia, assumiu, agora, a bandeira do combate a corrupção, na tentativa de abrandar as ameaças das conseqüências na campanha da maior roubalheira do dinheiro público que se deu neste País – e boa parte disso em seu governo -, nos desvios havidos na Petrobrás.

Relativamente ao Paraná, o senador Roberto Requião, useiro e vezeiro de artimanhas eleitorais – Ferreirinha em 90 e o pedágio em 2002 -, está anunciando que, na segunda-feira, fará uso de uma “bala de prata”, com endereço certo para atingir o governador Beto Richa, que, pelas pesquisas, está vencendo a eleição no primeiro turno. Para evitar o que poderá ser a maior humilhação eleitoral de sua carreira, Requião, no desespero, pretende criar um espetáculo do desmerecimento da decência cidadã, para tentar um segundo turno e, assim, adiar por trinta dias a sua derrota eleitoral.

Na verdade, Requião não estará sendo original, porque, de suas quatro campanhas eleitorais para o Palácio Iguaçu, só não criou invencionice velhaca na campanha de reeleição de 2016. Como mau jogador, ele não sabe perder.

Em todas as oportunidades havidas, se empenhou em desfazer a imagem e o conceito de Jaime Lerner, que, por três vezes, foi prefeito de Curitiba e governador do Paraná, por oito anos. Requião também foi prefeito de Curitiba, mas ninguém lembra de algum feito singular, no positivo, de seu governo. Já, de Jaime Lerner, a sociedade paranaense e, assim também, a sociedade brasileira prestam-lhe admiração e respeito.

No Palácio Iguaçu, sem ódio e sem rancor, Lerner revolucionou a economia paranaense, pela notável deflagração de um processo de industrialização, que fez do Estado o segundo pólo da indústria automobilística nacional, maior fonte geradora de emprego e renda no Paraná. Industrialização retomada no governo de Beto Richa e que vem colocando o Estado como o terceiro da federação a merecer a atenção de investidores nacionais e estrangeiros. Tudo sem ódio e rancor e com absoluto respeito ao que se chama de segurança jurídica.

Como linha auxiliar, Requião vem tendo o benefício da campanha da senadora Gleisi Hoffmann, que, distante do sonho de se aproximar do Palácio Iguaçu, virou especialista em tentar desmerecer, não apenas o trabalho do governador Beto Richa, como também a figura do senador Álvaro Dias, para quem perdeu a eleição para o Senado, em 2006.

Na política, na boa política, você até pode perder a eleição; só não pode perder o respeito. Só que essa regra civilizatória não vale para Requião. E, de certa forma também, para Gleisi.

Entretanto, a esperança é de que o eleitor paranaense dê um exemplo de cidadania e dignidade ao Brasil, no domingo, 5 de outubro.

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