Uma vitória de Beto no primeiro turno antecipará a aposentadoria de Requião

O senador Roberto Requião parece estar colhendo as tempestades que foram plantadas por ele com a semente dos ventos. Ou, mais pragmaticamente, com a semente da traição a um respeitável grupo de grandes nomes da política do Paraná que lhe abriram as portas e o sustentaram nas campanhas para chegar, primeiro, à Prefeitura de Curitiba e, na sequência, ao governo do Estado. Governador por três vezes, o que é um recorde absoluto no Paraná, as pesquisas parecem indicar que Requião caminha para a sua aposentadoria política, em caráter definitivo. Se derrotado no primeiro turno, Requião deverá cumprir os quatro anos que lhe restam do mandato de senador e, depois, voltar para a casa, porque não terá mais espaço, nem no “seu” PMDB, nem na política paranaense, para tentar uma nova reeleição ao Senado da República. É que as pessoas se mostram cansadas da política do ódio, do mau humor, do desrespeito.

Os números revelados na noite de ontem pela nova pesquisa do Instituto Datafolha mostram que o governador Beto Richa está a caminho de liquidar a fatura da eleição já no primeiro turno, impondo ao senador Roberto Requião uma derrota histórica, além de devolver a senadora Gleisi Hoffmann à Brasília para a continuidade de seu aprendizado político. Aliás, a campanha de Gleisi vem se tornando chata, por querer se afirmar em cima das críticas que faz ao governo de Beto Richa, como se não tivesse nada a ver com a perseguição política do governo da presidente Dilma Rousseff ao Paraná, muito provavelmente, para facilitar o caminho da senadora ao Palácio Iguaçu. Mas, pelos números das pesquisas, tudo indica que não será, ainda, desta vez. Por sinal, Gleisi tentou em 2008 conquistar a Prefeitura de Curitiba, mas teve pela frente o próprio Beto Richa, que foi reeleito no primeiro turno, numa extraordinária consagração nas urnas.

O Datafolha de ontem mostra o governador Beto Richa com 44%, contra 28% de Requião e 10% de Gleisi. Num segundo turno, Beto derrotaria Requião pelo placar de 53% a 33%. Ou seja, tudo indica que o eleitor paranaense já teria firmado posição, em favor da reeleição do governador Beto Richa, que, até pode não ter realizando um grande conjunto de obras públicas, mas, indiscutivelmente, está patrocinando um notável processo de industrialização do Estado, o que está fazendo do Paraná o terceiro Estado da Federação a receber investimentos empresariais, atrás apenas de São Paulo e Rio Janeiro.

Nos doze anos de governo de Requião, o Paraná não assistiu nada disso, eis que Requião trata essa questão de forma ideológica, prejudicando o Estado. Entre o seu primeiro mandato e o segundo e terceiro, houve o período de oito aos do governador Jaime Lerner, que foi o grande artífice da transformação do perfil da economia paranaense, com a deflagração de um ambicioso processo de industrialização, que veio a ser interrompido, justamente, nos oito anos seguintes, com Requião no Palácio Iguaçu, e que só seria retomado agora com o governador Beto Richa.

Assim, esses números das pesquisas parecem fazer justiça ao Paraná, que precisa continuar crescendo, recebendo investimentos e ampliando as oportunidades de emprego e trabalho para a população paranaense.

Não custa lembrar que Requião permitiu que a Antarctica encerrasse suas atividades em Ponta Grossa, no final de 93, e que a Kaiser atrasasse o projeto de construção de sua unidade, aqui em nossa cidade. E até para não falarmos da humilhação que impôs à nossa gente, determinando o fechamento do Curso de Medicina, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, no início de 2003. Fechamento que ele chama de interrupção, como se isso fizesse diferença. Pontagrossense de brio não pode esquecer disso, jamais.

Por isso, os números do Datafolha até merecem uma comemoração, por Ponta Grossa e pelo Paraná.

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