PT, que acusava o PSDB de querer privatizar a Petrobrás, pôs a empresa no festival de corrupção

Na campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff, do PT, acusava o concorrente José Serra, do PSDB, de querer privatizar a Petrobrás. Dilma ganhou e Serra perdeu. Na verdade, quem mais perdeu foi a Petrobrás, por ter sido transformada num dos principais antros da corrupção dos governos do PT. É que, quando Dilma acusou Serra, a Petrobrás já estava sendo saqueada nos governos do presidente Lula, pelo que está sendo mostrado agora na revelação da extensão da corrupção que se processa na nossa maior empresa e naquela que chegou a ser uma das dez maiores petrolíferas do mundo.

Se era justo que o PT tivesse a oportunidade de governar o País, para fazer prevalecer a sua pregação da ética, o que acabou não acontecendo – a prática da ética -, é justo, agora, que seja dada uma oportunidade a um dos dois candidatos da oposição, Aécio Neves ou Marina Silva, porque a continuidade do impressionante processo de corrupção precisa ser estancada. E estancada pelo voto da população brasileira, agora, no primeiro domingo de outubro. Já não há mais dúvidas de que nossos alunos de História do Brasil haverão de estudar que o PT foi o partido no poder que promoveu a maior corrupção de todos os tempos. Equivocadamente, o presidenciável Aécio Neves disse que o princípio da explosão do que se deu na Petrobrás é o “Mensalão 2”. Melhor seria dizer que é a continuidade do Mensalão, pois, considerando o tempo de nove anos de permanência de Paulo Roberto Costa como diretor da Petrobrás, parece evidente que o desvio de dinheiro já se dava quando o então deputado Roberto Jefferson fez a denúncia do mensalão. E a Petrobrás só não foi investigada, porque ninguém citou a empresa na ocasião. Porém, agora, parece claro que a Petrobrás nos oito anos de governo de Lula e no atual governo de Dilma, a Petrobrás foi sangrada por gente do PT, do PP e do PMDB, ou seja, pelo partido do governo e por partidos aliados do governo, já no primeiro período de governo de Lula.

E o problema não está no instituto da reeleição, mas, sim, na cultura de nossa gente. A começar pelo fato de que a eleição não é um processo racional, mas, sim, um processo passional. As pessoas, em sua grande maioria, votam pela simpatia, pelo carisma pessoal, pelo benefício com cara de favor. Pouca gente vota pela razão, pelo critério da competência, pelo projeto mais convincente de governo. E o governo do PT, é forçoso reconhecer, tem se mostrado o mais competente em matéria de propaganda política. Foi essa propaganda que elegeu Dilma. Foi essa propaganda que transformou Lula em herói nacional. Mas, nada como o tempo para colocar as coisas em seus devidos lugares.

A edição desta semana da revista “Veja” é um primor de revelação do que aconteceu na Petrobrás. E que, de repente, continua a acontecer, pois, o PT e seus aliados, pelo que está demonstrado, são insaciáveis no assalto ao dinheiro público. Em situação normal, após o episódio do Mensalão, o governo teria que ter reciclado o seu proceder, fazendo, de alguma forma, emergir o respeito a ética, tão propalado enquanto o PT foi oposição no Brasil. Era o discurso do engodo, do oportunismo, da mentira. E até parece uma ironia, mas faz sentido a figura do cidadão que se diz contra a corrupção, porque não pode participar dela. A semelhança impressiona.

Se prevalecerem a serenidade e o bom senso, o PT encerra, a partir do primeiro domingo de outubro, seu período de doze anos de poder. Mas, quem decide isso é a sociedade brasileira, que vem sendo vilipendiada pelo escandaloso processo da corrupção, sob os três governos do PT.  É a herança de Lula e de Dilma para o futuro do Brasil.

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