O voto daqui para o candidato daqui parece ser coisa do passado. E há uma razão

Já nas eleições de 2010, a presença de candidatos de fora por aqui indicava a insatisfação do eleitor pontagrossense com a sua representação política. Como ninguém visita a casa da gente se não for convidado, é bom registrar que os candidatos de fora que fizeram campanha aqui na cidade foram trazidos por gente daqui.

O grande exemplo aconteceu com o falecido deputado Affonso Alves de Camargo Neto, a partir das eleições de 94, ainda que a surpresa viesse a se dar quatro anos depois, quando Affonso passou a ser o deputado federal mais votado da cidade. E isso se verificou até 2006. Em 2010, o eleitor princesino achou que havia chegado a hora de eleger um candidato próprio, na esperança de que um representante de uma nova geração pudesse resgatar a confiança da população nos políticos da casa, nos santos milagreiros da própria casa. Ao fazer do radialista Sandro Alex o candidato a deputado federal mais votado da cidade, em 2010, o nosso eleitor deixou Affonso de lado. E, com isso, Affonso perdeu a eleição e se retirou da vida pública. Mas, ao contrário do que dizia, não gostou do voto que lhe foi negado, aqui em Ponta Grossa. Tanto, assim, que nenhum real de sua verbal pessoal foi mandato para cá, por conta do Orçamento de 2011.

Mesmo com o aparente excesso de recursos federais que a propaganda do deputado Sandro Alex exibe nas ruas da cidade, o eleitor pontagrossense estaria às voltas com o desejo de experimentar alguma coisa nova, pela constatação de que Sandro não resgatou a perspectiva de uma atuação mais convincente. E pelo que está sendo demonstrado em sua exuberante campanha de rua, a impressão que fica é que o deputado Sandro Alex não é do PPS, partido de oposição ao Palácio do Planalto, mas de um outro partido qualquer, da base do governo.

Ainda que estejamos assistindo ao desembarque de candidatos de fora, num processo que parece irreversível, é importante registrar que o nosso eleitor, que vai votar também em candidato de fora, está disposto a promover novas experiências em sua representação política em Brasília, por meio das candidaturas do presidente da Câmara Municipal, vereador Aliel Machado, e da professora e ex-secretária municipal da Cultura Elizabeth Silveira Schimidt.

Se ontem escrevemos que é preciso prestar atenção na campanha do vereador Aliel Machado para a Câmara Federal, vale repetir a mesma orientação em torno do nome da professora Elizabeth, que está com uma campanha bastante simpática na cidade, podendo surpreender com uma bela votação. Aliás, não seria demais dizer, aqui, que a professora Elizabeth é de todos os postulantes à Câmara Federal aqui de Ponta Grossa, a que se mostra mais preparada, pela sua formação e pela sua experiência de vida pública. É um nome para se recomendar ao eleitor.

Mas, é forçoso reconhecer que essa campanha está caminhando sem rumo certo, primeiro, porque os candidatos não se mostram fieis a companheiros de partido ou do próprio grupo político, aparecendo em propagandas variadas, com mais de um companheiro. Se fosse no casamento, a isso se chamaria de adultério. Na política, podemos chamar de desvirtuamento, para se usar um termo mais elegante. Porém, no fundo, esses candidatos estão passando ao largo do respeito que deveriam merecer da população.

Talvez, seja esse um dado a reforçar a explicação para a presença de candidatos de fora, por aqui. E que estão sendo muito bem recebidos.

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