No debate da Band, Beto foi melhor. Requião, arrogante e agressivo, perdeu

Diferentemente do debate entre os presidenciáveis na semana passada, o debate da Band Paraná, na quinta-feira, entre os candidatos ao governo do Estado, foi um festival de agressões, com o senador Roberto Requião à frente, sem surpresa alguma, e com Gleisi Hoffmann confirmando uma obstinada perseguição contra o governador Beto Richa, que abre espaço para se acreditar que, de fato, ela teve papel importante no entrave da liberação de financiamentos do governo federal para o Paraná. Resquícios, talvez, da campanha municipal de 2008, quando sofreu uma derrota fragorosa para o então prefeito Beto Richa? Gleisi já pode ser considerada como consolidada no terceiro lugar. Especialmente, depois do que ouviu daquele rapaz de Foz de Iguaçu, que é candidato a governador. É aquela velha história, “quem diz o que quer, ouve o que não quer”.

Por conta dos ataques de Gleisi e de Requião, Beto não teve espaço para apresentar projetos e propostas. Num ambiente de clara provocação, talvez o mérito do governador Beto Richa tenha sido o de enfrentar o casal de senadores do Paraná, com firmeza e determinação. Beto não titubeou nas respostas firmes que pronunciou. Foi um ponto positivo para o governador, que defendeu, assim, a sua autoridade como governador do Estado. E se revelou um competidor aguerrido e preparado, sem ser arrogante e agressivo. Ganhou pontos preciosos.

Em relação ao proceder do senador Roberto Requião, que bem poderia ter sido chamado de “governador aposentado”, nada houve de surpreendente, porquanto Requião apenas confirmou o que dele se conhece, em termos de arrogância e agressividade. Requião, que foi o primeiro a se manifestar, nem cumprimentou o apresentador do programa, nem saudou o público telespectador. Mas, essa postura respeitosa pertence às pessoas normais, educadas, equilibradas.

Um dado particularmente interessante do debate de quinta-feira, foi a constatação de que os concorrentes ao governo do Estado não demonstraram medo, nem respeito pelo senador Roberto Requião, que teve de ouvir acusações contundentes. Para quem usa e abusa da inteligência e do trato fácil com as palavras, foi até compensador ouvir e assistir ao desmonte daquela personalidade que se habituou se adonar da verdade. Colocado em contradição sobre a aposentadoria como governador, deu a descabida justificativa de necessidade, por conta das condenações em processos no Poder Judiciário. Contraditado pela senadora Gleisi Hoffmann, Requião pareceu ter tido uma vontade enorme em pronunciar o nome do marido da Gleisi, o ministro Paulo Bernardo, ao ter dito que havia acusado “ladrões e bandidos”.

Ainda que tenham faltados projetos e propostas, o debate de quinta-feira cumpriu o seu papel de levar esclarecimento ao eleitor, notadamente, no instante em que o governador Beto Richa disse que ele restabeleceu a credibilidade do governo do Paraná para a conquista de novos e grandes investimentos no Estado, especialmente, no processo da retomada do processo de industrialização do Paraná. E aqui é forçoso relembrar que, entre os dois governos de Jaime Lerner e o governo de Beto Richa, o Paraná ficou oito anos paralisado em sua industrialização, tempo dos dois governos de Requião.

Alertado, talvez, pela reação negativa do público por sua postura arrogante e agressiva no debate, no programa da noite de ontem, sexta-feira, surgiu um Requião, que, por pouco, não foi confundido com um religioso franciscano. Em outras palavras, um Requião falsificado. E, aí, perigoso.

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