O prefeito parece estar em ritmo acelerado de campanha eleitoral

O prefeito Marcelo Rangel não é candidato nas eleições deste ano, mas ganha força a evidência de estar em ritmo forte na campanha. E essa conclusão é baseada em algumas iniciativas do próprio prefeito. No início de seu governo, em tom festivo, como sempre acontece com governante pouco preparado para o exercício do cargo, foi anunciado um vigoroso programa de ações nos bairros, a famosa e decantada “Operação Bairros”. Durou pouco mais de noventa dias e, sem alarde, foi perdendo força, até não se falar mais no assunto. Afinal de contas, uma operação bairros é custosa, não no sentido de ser difícil, mas no sentido de custar caro.  Agora, há questão de trinta ou quarenta dias, eis que está de volta, em ritmo de início de festa, a tal operação bairros. Com a novidade do anúncio no programa matinal que o prefeito comanda na emissora de rádio da família. Nesse programa, ele tem transmitido ordens ao secretário de Obras, como a demonstrar um dinamismo de ação, determinando ao secretário que envie uma equipe para uma determinada vila, onde esteve visitando no dia anterior, outra equipe para outra vila, mais uma equipe para uma localidade de distrito, culminando com o anúncio de que, no sábado, haverá operação bairro numa determinada região da cidade. Fica a impressão de que governar é, literalmente, tapar buraco. De repente, pode até não ser só impressão.

Um ano e oito meses depois, praticamente, anuncia que a UPA – Unidade de Pronto Atendimento – do Santa Paula vai ser, finalmente, inaugurada. Isso, depois de ter feito anúncio semelhante em três ou quatro oportunidades anteriores. Agora, pelo visto é para valer, pois o anúncio é de que a inauguração acontece até o final da próxima semana. E, na mesma UPA, haverá o “resgate” de um compromisso de campanha, a inauguração do PAI – Pronto Atendimento Infantil -, que, na campanha, foi dito que iria funcionar no Hospital da Criança. Mais, a reforma do Posto de Saúde do Santa Paula deverá ser entregue, também, até a metade de setembro. Sim, porque a eleição acontece no primeiro domingo de outubro. Logo, ao que se vê, nada pode ficar para depois.

Na campanha eleitoral de 92, o prefeito Pedro Wosgrau Filho para garantir a eleição de seu candidato, o então vice-prefeito Paulo Cunha Nascimento, “inaugurou” o Pronto Socorro Municipal, no início de setembro, e que funcionou de maneira revolucionária até o dia da eleição, mostrando que era iniciado um novo tempo com avanço de qualidade na Saúde Pública. Paulo ganhou a eleição e o Pronto Socorro Municipal, na semana seguinte, entrou em inatividade, pelo próprio prefeito Pedro Wosgrau, a caminho, então, do final de seu governo. A novidade surgiu com o claro propósito eleitoral. Como o funcionamento era caro – e continua sendo caro -, Wosgrau não tinha dinheiro para mantê-lo em funcionamento, no final de seu governo.

Vale lembrar esse episódio, no instante desse anúncio do início das atividades da UPA e do “PAI” no Santa Paula, cujo funcionamento de qualidade não será barato.

Como se sabe, o prefeito tem o irmão, Sandro Alex, que é deputado federal e está em campanha pela reeleição. De um modo geral, a imagem do prefeito parece não ajudar o irmão na campanha de reeleição. Mas, com essa repentina decisão de colocar em funcionamento um vistoso pacote de obras, é de se imaginar que, de uma hora para outra, o prefeito possa estar empenhado, de fato, na reeleição do irmão. Sem necessidade de qualquer associação a esse fato.

Como diz o vereador Antônio Laroca Neto, “como é bom ano eleitoral!”, porque as coisas acontecem. E Laroca diz que o ideal seria que todo o ano tivesse eleição, porque, assim, os políticos cuidariam melhor das necessidades da população. Estão, aí, alguns exemplos.

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