Denúncia de Laroca desmonta “cidade virtual” do prefeito Marcelo Rangel

Todas as manhãs, em seu programa de rádio na emissora da família, o prefeito Marcelo Rangel “administra” a “a cidade virtual” de Ponta Grossa, com elogios dos companheiros que o ajudam no programa, valendo registrar aqui uma interessante citação do senador Aécio Neves, no debate na Rede Bandeirantes de Televisão entre os principais candidatos à Presidência da República, na terça-feira, dirigindo-se à presidente Dilma Rousseff: “Todo o brasileiro gostaria de morar no Brasil virtual da propaganda do PT”. Com certeza, todo o pontagrossense gostaria de morar na “cidade virtual” do programa de rádio do prefeito Marcelo Rangel, também.

E, ontem, na sessão da Câmara Municipal, o vereador Antonio Laroca Neto, líder da bancada de oposição, fez um acalorado e oportuno pronunciamento, que merece ser visto como um desmonte da “cidade virtual” do prefeito Marcelo Rangel, justamente, no setor em que, na campanha eleitoral, disse que Ponta Grossa haveria de servir de modelo para o Paraná e o Brasil, a Saúde Pública. Laroca fez a Câmara silenciar por dez minutos, tempo de sua fala. E nenhum vereador, especialmente da situação, ousou solicitar-lhe um aparte.

O líder da oposição contou que, às 7 horas de ontem, se fez presente ao Hospital Municipal para acompanhar de perto a troca de turno, entre os médicos que atendem no referido hospital. E, aí, para espanto seu um único médico fez a troca de turno. Querendo entender a situação, Laroca foi informado de que o prefeito da “cidade virtual” não pagou a empresa que administra o trabalho médico no Hospital Municipal, referente ao mês de julho, o que faz supor que, dificilmente, pagará em dia o mês de agosto, que está se encerrando. Com isso, Laroca desejou explicar que a ausência dos médicos se deveu ao fato de não terem aparecido por conta do fato de não terem recebido o salário de julho. “Quem continua trabalhando, se não recebe seu salário?” indagou o combativo vereador.

Na mesma linha, Laroca denunciou que os moradores do Parque Tarobá não estão podendo usufruir dos benefícios do Posto de Saúde construído no local, porque a empresa que fez a obra tem um saldo de R$ 61 mil para receber e que só permitirá a inauguração e funcionamento do referido espaço público depois que receber o saldo do valor contratado.

Ao descrever o caos encontrado no Hospital Municipal e a singularidade de um posto de saúde pronto para funcionar, mas impedido de tal porque a Prefeitura não paga a empresa que o construiu, Laroca indagou por onde anda o vice-prefeito Dr. Zeca que, na campanha eleitoral de 2012, tinha solução para todos os problemas da Saúde Pública, o que permitiu ao prefeito Marcelo Rangel ter feito a promessa irresponsável da referência da Saúde Pública de Ponta Grossa para o Paraná e para o Brasil. Criticou, ainda, a candidatura do vice-prefeito Dr. Zeca à Assembleia Legislativa.

O vereador Antônio Laroca Neto fez a Câmara Municipal viver um grande momento na tarde de ontem, primeiro porque os dois fatos denunciados não puderam ser contestados pelas lideranças governistas da Casa, depois pela inequívoca demonstração de um comportamento em favor do real interesse público da população. A fala firme e corajosa de Laroca desmontou a “cidade virtual” que o prefeito “administra” todas as manhãs em seu programa de rádio.

Mais do que nunca, é possível se afirmar que Laroca é um autêntico representante da “oposição inteligente” da Câmara Municipal. Oposição inteligente e corajosa.Denúncia

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