O governo do Marcelo Rangel está asfixiando as entidades assistenciais

A Constituição de 88 colocou a Assistência Social no mesmo patamar da Educação, quando estabeleceu que a Assistência Social passava a ser política pública, segundo a qual, virava obrigação do Estado e direito do assistido, sem qualquer contrapartida, numa aliança com a sociedade civil. E, cinco anos depois, esse texto constitucional era regulamentado pela LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social -, que definiu obrigações do poder público e da sociedade civil, na ação orgânica do funcionamento da Assistência Social.

Pois, a LOAS não vem sendo respeitada pelo governo municipal de Ponta Grossa. Aliás, não cometo nenhum equívoco ao afirmar que o governo do prefeito Marcelo Rangel está sendo o governo que mais dificuldades está criando para as nossas entidades, que maior desatenção está dedicando às nossas entidades, que maior apreensão está provocando nas nossas entidades.

No passado, nos dois governos do prefeito Pedro Wosgrau, as entidades assistenciais sempre tiveram no vereador Júlio Kuller um representante de seus interesses, E Júlio foi eficiente no trabalho em favor dessas entidades. Na campanha eleitoral, com a imagem de vereador das entidades, recebeu um apoio maciço, o que foi bastante natural e correto, por parte dessas entidades.

Entretanto, por fazer parte do grupo político do novo prefeito da cidade, eis que seu partido, o PSD, fez a indicação do vice-prefeito, o então vereador Dr. Zeca, Júlio mudou de posição, deixando as entidades desamparadas. Nomeado secretário da Assistência Social, está cuidando dos interesses do governo, mesmo que esse cuidado signifique desconsiderar os interesses e necessidades das entidades assistenciais. De parceiro, virou algoz, por pura conveniência política.

O grau de desatenção, com convênios retardados, pagamentos atrasados, já chegou a provocar uma intenção de fechamento de um grupo de entidades, com uma carta aberta à população, responsabilizando o governo municipal. Houve uma correria para evitar esse desastre político, em ano de eleição, em que o irmão do prefeito disputa sua reeleição para deputado federal.

Ou o prefeito indica, de vez, o secretário Júlio Kuller para tomar conta direto das entidades assistenciais, ou alguém precisa dizer ao prefeito Marcelo Rangel que ele tem, por lei federal, obrigações contraídas com as entidades assistenciais. E, aí, de repente, é preciso chamar a atenção do Ministério Público, inclusive.

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