Dos nomes para a Assembleia, temos três com boas chances de chegarem à vitória

Já analisamos as condições dos principais postulantes locais à Assembleia Legislativa, concluindo pela possibilidade de voltarmos a conquistar quatro cadeiras e, de repente, até cinco, dependendo, aí, do desempenho de três deles, o vereador George Luiz de Oliveira, o vice-prefeito Dr. Zeca e o empresário Carlos de Mário.

Porém, os três com boas chances e até com chances reais de cruzarem a linha de chegada são os dois atuais deputados, Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho, e o novato nessa corrida e no grupo de chegada, o empresário Márcio Pauliki.

Da parte do deputado Péricles de Holleben Mello, vale dizer que ele conta com a militância do PT, que ele próprio organizou aqui na cidade e na região, e que lhe assegura um contingente em torno de cinqüenta mil votos. E isso se torna possível pela sua identificação com o partido e com os candidatos majoritários do PT, como a reeleição da presidente Dilma, a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann, o candidato ao Senado da coligação, o comunista Ricardo Gomide. Ainda por cima, está a fazer uma dobradinha com o vereador, também comunista, Aliel Machado, porquanto o PCdoB, partido de Gomide e de Aliel, está coligado com o PT. Nada mais natural, portanto. Essa é uma virtude da candidatura de Péricles, que já foi vereador duas vezes, deputado estadual quatro vezes, estando em busca de seu quinto mandato, e prefeito da cidade. Como há uma forte identidade com o partido e a sua militância, Péricles, especialmente em disputa proporcional, segue seguro da reciprocidade de sua lealdade ao PT e aos seus postulados.

Coisa mais ou menos parecida, acontece com o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que está em seu histórico sexto mandato, buscando, nas urnas deste ano, um sétimo mandato, coisa inédita na história política de Ponta Grossa. Filiado ao PFL, que se tornou o esquisito DEM, Plauto sempre agiu com em perfeita identidade com a base de seu partido, tanto aqui na cidade, como nos municípios da região, onde organizou e procurou fortalecer o DEM. É verdade que a sua proximidade com o governador Beto Richa não lhe trouxe as vantagens imaginadas – e merecidas, pela sua lealdade. Na campanha eleitoral deste ano, tem um crédito com o prefeito Marcelo Rangel e o seu irmão, o deputado federal Sandro Alex. Se esse crédito vai ser honrado ou não, é coisa para se constatar no curso da campanha. Ele e seu partido apóiam a reeleição do governador Beto Richa e a eleição do senador Aécio Neves, ambos do PSDB, para a Presidência da República.

Quanto ao novato nessa corrida, que se entrincheira nesse grupo de chegada, o empresário Márcio Pauliki, há méritos pessoais indiscutíveis. Entretanto, não tem sido possível estabelecer um paralelo entre o empresário bem sucedido e o político iniciante, num partido de esquerda, o PDT, que parece arrastá-lo para um grupo político diferente de suas origens e de boa parte da opinião pública de sua cidade. É do PDT, por exemplo, o candidato a vice na chapa da senadora Gleisi Hoffmann, do PT, o médico e ex-deputado estadual Haroldo Ferreira. O PDT apóia também a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, do mesmo PT de Gleisi.

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