Para a Assembleia, é possível retomarmos a representação das quatro cadeiras

Na Assembleia Legislativa, temos mantido uma representação política razoável. Agora mesmo, estamos com dois deputados, Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho, este, por sinal, primeiro secretário da Casa, cargo que ganhou notoriedade na História Política do Paraná, ao tempo do falecido deputado Anibal Khury. É que Aníbal sabia exercitar o poder, tanto dentro da Assembleia, quanto fora dela. Depois que morreu, a primeira secretaria da Mesa da Assembleia virou um cargo de importância administrativa para o público interno. Nada mais que isso.

De princípio, Péricles e Plauto devem se reeleger. Péricles disputa seu quinto mandato, enquanto Plauto disputa seu sétimo mandato, ininterrupto. Ninguém em nossa história política ficou tanto tempo na Assembleia, como Plauto, que está completando 24 anos. Se reeleito, irá para 28 anos, uma marca de recorde absoluto.

O deputado Péricles, que já foi prefeito da cidade e quase voltou para a Prefeitura em 2012, tem um eleitorado fiel, que lhe tem garantido a sucessão de mandatos, como vereador, deputado, prefeito e deputado, novamente. Única liderança de expressão do PT, tudo indica que terá uma reeleição tranqüila, até porque tem sido um bom e atuante deputado.

Enquanto isso, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, também, à primeira vista, conseguirá renovar seu mandato, para uma nova e histórica temporada no Palácio 19 de Dezembro. Entretanto, é bom considerar que Plauto se ausentou bastante da cidade e da própria região, por conta da história de que iria para o Tribunal de Contas. Traído por seu amigo e irmão governador Beto Richa e, aí, seus amigos deputados, perdeu a cadeira para o ex-deputado Fábio Camargo. A pedido de seu amigo e irmão Beto Richa, abriu mão de uma nova candidatura a prefeito para apoiar a candidatura do então deputado estadual Marcelo Rangel, que venceu a eleição. É possível que necessite da reciprocidade do apoio, tanto do prefeito Marcelo Rangel, quanto do irmão do prefeito, o deputado federal Sandro Alex. Se não houver traição, por aí, a reeleição pode ser tranqüila.

Dos novos nomes colocados na praça, o de maior destaque, indiscutivelmente, é o do empresário Márcio Pauliki, que, nas eleições de 2012 para prefeito, bateu na casa dos 50 mil votos. Tem tudo para ser o deputado estadual mais votado na cidade e não região, somando alguma coisa entre 50 e 70 mil votos. É um bom candidato, com preparo para o Executivo, mas que deverá se ajustar ao “modus operandi” do Poder Legislativo.

Com esses três nomes, pode-se contar com três cadeiras, já garantidas, das 54 existentes. Aí, a quarta vaga poderá estar em disputa entre alguns dos demais que correm em busca nessa raia para estadual, como o presidente local do PMDB, o empresário Carlos de Mário, cuja campanha se constitui num desafio ao PMDB em sustentá-la, tendo, ainda, vice-prefeito Dr. Zeca e o vereador George Luiz de Oliveira. Aliás, a respeito dessas duas candidaturas, há uma curiosidade, pelo fato de ambos pertencerem, ao menos teoricamente, ao grupo do prefeito Marcelo Rangel, valendo lembrar, ainda, que o prefeito tem, pelo menos, um dever moral de apoiar a reeleição do deputado Plauto. A prevalecer esse compromisso, Marcelo estaria com três candidatos à Assembleia e uma à Câmara Federal, que vem a ser o seu próprio irmão, Sandro Alex.

No passado, teve um prefeito, de nome Luiz Carlos Zuk, que apoiou cinco candidatos à Assembleia Legislativa e um para a Câmara Federal. Não elegeu ninguém.

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