Interessante discutir os nossos candidatos à Câmara Federal e à Assembleia do Estado

Até que não podemos nos queixar do quadro de nossas candidaturas ao pleito proporcional, seja para a Assembleia Legislativa, seja para a Câmara Federal. Para a Assembleia, vale lembrar que temos nos últimos doze anos, mantido uma representação de quatro deputados, hoje reduzida a dois, porque, no pleito de 2010, elegemos apenas três e, destes, um se elegeu prefeito, Marcelo Rangel, que, pelas circunstâncias, renunciou ao mandato parlamentar. Com isso, nossa representação hoje está com os experientes deputados Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho. Em relação à Câmara Federal, não parece ser demais imaginar a eleição de dois e, de repente, até de três parlamentares, o que parece extraordinário, se considerarmos que, por vinte anos, ficamos sem representação própria em Brasília, mas, de outro lado, na década de setenta, por exemplo, chegamos a ter quatro deputados federais. Quatro bons deputados federais.

Assim, para a Câmara Federal, temos as candidaturas do deputado Sandro Alex, PPS, à reeleição, mais dos vereadores Aliel Machado, do PCdoB, e Pietro Arnaud, do PTB, do ex-secretário municipal João Barbiero, pelo PV, e da professora e ex-secretária municipal Elizabeth Silveira Schmidt, pelo PSB.

Do deputado Sandro Alex, o que é possível dizer é que ele é muito mais propaganda do que realização. Falando toda a manhã nas duas emissoras de rádio da família, transmite uma imagem muito além da verdadeira, porquanto, na prática, está longe de se constituir em parlamentar de postura firme e que inspire respeito e admiração. Ainda assim, vale pela presença como representante de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, depois do jejum de vinte anos sem representação própria. A sua reeleição parece viável, ainda que o seu irmão, prefeito da cidade, pareça mais complicar do que ajudar em sua campanha. É que, na cidade virtual que ele administra todas as manhãs no rádio, vai ser difícil fazer o eleitor virtual se transformar em eleitor real e, aí, votar no irmão.

Sobre o jovem vereador Aliel Machado, é forçoso reconhecer que caminha para ser a novidade da eleição, com uma perspectiva favorável de chegar bem no primeiro domingo de outubro, com possibilidade real de cruzar a linha de chegada. O seu bom desempenho à frente da Câmara Municipal estaria a credenciá-lo a um possível sucesso nas urnas deste ano.

A candidatura petebista do vereador Pietro Arnaud, sem nenhum demérito pessoal, parece se ajustar mais ao espírito de ajudar o partido a reeleger o eficiente deputado Alex Canziani, que tem sido a figura solitária do PTB no Paraná. Mas, é uma candidatura que merece respeito, especialmente, pela postura valente e aguerrida que tem sabido manter na Câmara Municipal, como integrante da oposição ao prefeito Marcelo Rangel.

Temos, ainda, a figura do ex-secretário municipal João Barbiero, que andou atirando no que viu e acertando no que não viu. Filiado ao PR, do deputado Fernando Giacobbo, deixou o partido para apoiar a candidatura petista da senadora Gleisi Hoffmann, de quem se tornou amigo pessoal, ao governo do Estado. Aí, no lugar de se filiar diretamente ao PT, se inscreveu no PV, que indicou a deputada Rosane Ferreira como vice do senador Roberto Requião, do PMDB. Não deixa de ser um desconforto. Mais, foi um ato de ingenuidade política.

Por fim, vale considerar a candidatura da professora e ex-secretária municipal de Cultura Elizabeth Silveira Schimidt, do PSB. De todos os nomes, indiscutivelmente, é a mais preparada, com um avantajado histórico pessoal que a recomenda muito bem ao voto do eleitor consciente.

Eis, pois, uma primeira impressão do quadro de nossos postulantes à Câmara Federal.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *