Dilma terá os palanques de Gleisi e Requião, no Paraná. Melhor impossível para Beto

 O velho dito popular “dize-me com quem andas e dirte-ei quem és” haverá de estar presente na campanha eleitoral deste ano, como, de resto, em todas as campanhas eleitorais. Há apoio que ajuda e há apoio que atrapalha. Candidato a governador de São Paulo, pelo PMDB, o empresário e presidente licenciado da poderosa Fiep, Paulo Skaf, já firmou posição de não abrir espaço em seu palanque para a campanha de reeleição da presidente Dilma, ainda que o seu partido esteja coligado com o PT e tenha oferecido, na mesma reeleição, o vice-presidente Michel Temer, presidente do PMDB. Skaf não quer compartilhar a rejeição de Dilma em São Paulo.

Aqui no Paraná, a presidente Dilma precisa do palanque do senador Roberto Requião, porquanto o palanque da senadora Gleisi Hoffmann se mostra insuficiente para sustentar sua campanha à reeleição. Insuficiente também para vencer a rejeição ao PT nas principais cidades do Estado, a começar pela Capital. Gleisi, se foi  novidade há quatro anos atrás, para o Senado, não é mais nesta disputa pelo governo do Estado.

Com essa fragilidade, Dilma precisa do palanque de Requião. Aliás, agora, neste sábado, Dilma, em sua visita à Curitiba, deve aparecer ao lado de Gleisi e Requião, mas sem fazer uma caminhada, como estava previsto, pelo temor de uma nova vaia de rua. Em campanha eleitoral, vaia tem efeito bombástico.

Juntas, Dilma e Gleisi, Gleisi e Dilma vão tentar se sustentar, com maior prejuízo para Gleisi. No caso de Requião, a companhia de Dilma haverá de se constituir em obstáculo, dificuldade, sinal amarelo, porquanto, à primeira vista, a presidente não tem nada a oferecer ao candidato do PMDB, que, no Estado, reconhecidamente, é uma grande liderança e um forte concorrente ao Palácio Iguaçu.

Na verdade, a presidente Dilma Rousseff é um produto de propaganda enganosa do ex-presidente Lula, ele sim um líder popular, forjado nas lutas sindicais e nas suas cinco campanhas eleitorais para presidente, diferentemente de sua criatura, que não tem prestígio popular e que, no governo, não conseguiu se revelar a “gerentona”, na forma como foi vendida sua imagem para conquistar o Palácio do Planalto.

Com o governo, sob seu comando, ficando a dever à sociedade brasileira, distante do cumprimento das promessas de campanha de quatro anos atrás, Dilma, aqui no Paraná, freqüentando o palanque de Requião, vai se constituir num apreciável reforço à reeleição do governador Beto Richa, já que não terá nada a oferecer de proveitoso ao senador do PMDB. De repente, a conhecida força política de Requião vai perder substância, dando razão aos dissidentes do partido que se encontram na campanha de Beto.

Como vamos viver uma campanha de ataques e não de compromissos, vai levar vantagem o candidato que tiver maior estoque de munição para o confronto, que vai ganhar força e visibilidade a partir do início dos horários de rádio e televisão. Dilma no palanque de Requião haverá de ser o reforço do estoque da munição de Beto contra seu principal adversário. E, de quebra, quem haverá de levantar vantagem nessa contenda estadual, será o senador Aécio Neves, principal adversário de Dilma na corrida pelo Palácio do Planalto.

 

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