Sem preparo, Marcelo precisa conhecer a história de São Francisco de Assis

O governante, em qualquer um dos três níveis do regime democrático, não precisa, necessariamente, ser um gênio, um grande administrador, um visionário. Basta que seja uma pessoa prudente, conseqüente, responsável.E, a partir desses atributos, organizar uma equipe de governo que preencha todos os requisitos pessoais que lhe faltem. Para tanto, é preciso, antes de tudo, conhecer um pouco da história de São Francisco de Assis, ou seja, ter uma capacidade mínima de humildade. Não há demérito em nomear alguém mais competente e melhor preparado para ocupar cargos estratégicos da administração. Ao contrário, pois, tal gesto constitui um ato de inteligência, de preparo político, de reconhecimento da própria limitação. O governante inteligente é o que sabe escolher seus assessores para, em paz, poder ver construída sua imagem de líder, do homem público visionário, do administrador competente. Com um governo competente, o governante recolhe os louros da boa gestão. Porém, é preciso ter coragem para compor uma equipe de assessores (secretários e ministros) comprometidos com a responsabilidade pública diante do dever do melhor e maior desempenho. Sem competência para isso, o governante se nivela por baixo, equiparando-se aos olhos dos governados aos predecessores medíocres e despreparados.

Com duas ou três exceções – o empresário Álvaro Scheffer precisa retornar com urgência ao governo -, a equipe do prefeito Marcelo Rangel é sofrível. Em outras palavras, parece retratar o seu próprio perfil, dando razão ao dito popular de que “os iguais se atraem”.  Com essa equipe, ao mesmo tempo em que a cidade perde, o prefeito se desconstitui no horizonte de seu futuro político, o que é o mal menor, diante do prejuízo maior para a população da cidade.

A administração virtual, no programa matinal da emissora de rádio da família, é um erro primário, porque os anúncios de avanço e de prosperidade não correspondem ao dia-a-dia da realidade da população. Podem até, num primeiro momento, impressionar, mas, logo em seguida, a vida volta ao normal do cidadão comum.

Depois, é preciso considerar que Ponta Grossa está vivendo um momento de excepcional grandeza econômica, que nada tem a ver com um eventual projeto do atual governo. As circunstâncias da realidade nacional, em meio ao melhor Estado organizado para receber investimentos empresariais, estão a determinar esse novo e espetacular surto de crescimento econômico. Essa realidade impõe, desde logo, uma obrigação severa ao Poder Público Municipal, para que os investimentos em infra-estrutura e nas políticas sociais se acentuem, de modo a que seja possível se estabelecer um mínimo de equilíbrio, de modo a que não nos tornemos presas fáceis da contradição histórica, com um vistoso crescimento econômico, em meio a uma preocupante realidade social.

Se o prefeito Marcelo Rangel não conhecer nada de São Francisco de Assis, esse será o futuro de Ponta Grossa. Com a parceria do irmão deputado federal, Sandro Alex.

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