A Assistência Social no foco das desavenças administrativas do prefeito Marcelo Rangel

 O prefeito Marcelo Rangel melhor teria feito se tivesse mantido o vereador Júlio Kuller na Câmara Municipal. E, para o bem de seu próprio governo, melhor teria feito também se tivesse mantido o ex-vereador Delmar Pimentel no comando da Agência Reguladora de Água e Saneamento, a ARAS.Ao mexer numa pedra do tabuleiro, o prefeito cometeu dois erros. Ruins para ele, péssimos para a comunidade.

No âmbito da Assistência Social, o prefeito errou desde o primeiro dia, ao ter se sujeitado à influência política do vereador Júlio Kuller, na indicação que fez da psicóloga Beatriz de Souza para o comando da Secretaria, para se portar como uma agente dos interesses políticos do padrinho e uma obediente executora dos interesses do Serviço de Obras Sociais. Dissemos que o SOS vai se constituir na sepultura política do prefeito Marcelo Rangel, na área da Assistência Social. E isso já está acontecendo, com as ações inconseqüentes verificadas no âmbito do Conselho Municipal da Assistência Social. Uma intervenção inconseqüente, “stupid”, como dizem os ingleses.

Agora, as coisas começam sair ao largo, com denúncias de procedimentos intervencionistas, que evidenciam uma vocação arrogante de privilegiar uma entidade que se perdeu no tempo e que não se atualizou na obediência aos diplomas legais da Assistência Social. E isso começou a acontecer, com maior evidência, nos dois últimos governos do prefeito Pedro Wosgrau, que também exerceu parcela de mandonismo no Conselho Municipal da Assistência Social, que se prestou a servir de braço político a sustentar a destinação de recursos privilegiados para o SOS, mesmo diante da verbalização de conselheiros que apontavam o desajuste legal de tal em tidade. Ou seja, essa discussão não é coisa de agora. Mas, Pedro, acostumado a ser dono e patrão, manteve o SOS como um forte braço político mantido e sustentado pelo seu governo.

Ao novo governo – já não mais tão novo -, cabia examinar tal situação. Aqui, faltou ao vereador Júlio Kuller lealdade para com o novo prefeito, seu aliado, a respeito da realidade do SOS, que ele combatia na Câmara Municipal, ao tempo do prefeito Pedro Wosgrau. Até então, ele era parceiro das entidades assistenciais legais de Ponta Grossa.

Agora, os conselheiros representantes da sociedade civil estão a denunciar irregularidades havidas no encaminhamento da nova constituição do Conselho Municipal da Assistência Social, colocando no contexto da discussão e da divergência políticas da cidade um tema tão caro e tão delicado, quanto o da Assistência Social. Por obra da arrogância, filha do despreparo, do prefeito Marcelo Rangel.

Tudo o que nunca se havia visto ainda na história da Assistência Social de Ponta Grossa. E o vereador Júlio Kuller, antigo aliado das entidades assistenciais legais, está, agora, no cargo de secretário municipal da Assistência Social, a defender e propugnar pelo novo ordenamento que continua a privilegiar o SOS.

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