O Márcio vai mesmo ser candidato a deputado estadual. Acha que federal seria uma aventura

O empresário Márcio Pauliki confirma que tomou a decisão de se apresentar ao seu partido, o PDT, na convenção de junho, como postulante à uma candidatura a deputado estadual, diante da decisão do ex-senador Osmar Dias em não disputar qualquer cargo nas eleições deste ano. Caso Osmar tivesse decidido que disputaria a Câmara Federal, Márcio se alinharia na mesma corrida, pela certeza de que o PDT teria uma boa votação de legenda para assegurar a eleição de três a quatro deputados federais. E que, seguramente, ele estaria entre eles. Mas, sem Osmar na disputa, ele avalia como uma aventura de alto risco uma candidatura a deputado federal, pela incerteza de que o partido possa fazer trezentos mil votos de legenda, para assegurar a vitória de, pelo menos, um deputado federal. Com essa dúvida, resolveu que irá, mesmo, buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, até porque a chapa do PDT para essa disputa inspira bem mais confiança do que a chapa para a Câmara dos Deputados.

Essa definição de Márcio Pauliki leva animação para o núcleo da família Cruz de Oliveira, por favorecer, amplamente, a reeleição do deputado Sandro Alex, a despeito da pouca ajuda que seu irmão, o prefeito Marcelo Rangel, possa oferecer, tendo em vista o processo de desgaste pelo qual vem passando, diante do insucesso de sua administração real, diferentemente, do que se vê na administração virtual, onde o mundo é bem mais cor de rosa. Acontece que, no dia da eleição, o eleitor vai votar num candidato real e não num candidato virtual.

Considerando que o ex-vereador João Barbiero deve confirmar sua candidatura a deputado federal, pelo PV, e tendo em vista a sua proximidade com a senadora Gleisi Hoffmann e com o conjunto de lideranças do PT, tendo, inclusive, tentado defender o deputado André Vargas, no microfone de uma emissora de rádio, o nome mais influente a chamar a atenção do eleitorado tradicional e conservador de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, haverá de ser o da professora e ex-secretária municipal de Cultura Elizabeth Silveira Schmidt, que tem uma bonita folha de serviços prestados à comunidade e que pode, de repente, se constituir numa interessante opção de voto. Até porque o seu partido, o PSB, parece favorecer a campanha, pela simpatia que o eleitor lhe devota. Especialmente nas eleições deste ano, pelo fato de o PSB sair às ruas com um candidato próprio à Presidência da República, o agora ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, neto do grande líder político do Nordeste do Brasil Miguel Arraes.

Voltando à candidatura do empresário Márcio Pauliki à Assembleia Legislativa, parece claro que haverá de fazer uma bela votação, por conta de seu conhecido preparo e pelo estreito relacionamento que passou a estabelecer com toda a comunidade, muito mais por conta de sua própria formação pessoal e familiar, do que propriamente por interesse político. Esse é um dado relevante, que falou alto na campanha para prefeito, de 2012, e pode ter peso significativo no pleito deste ano.

Márcio só precisará saber administrar a proximidade de seu partido com o PT. Considerando que na campanha de 2010 foi ele, dentro da dobradinha dos irmãos Cruz de Oliveira, quem organizou um comitê para Osmar Dias, candidato a governador, e Gleisi Hoffmann, candidata a senadora, parece razoável que renove seu apoio à Gleisi, na disputa, agora, pelo Palácio Iguaçu. Mas, para presidente da República, um apoio ao ex-governador Eduardo Campos poderá significar um bom equilíbrio.

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