O Márcio deveria se manter na posição de postulante a candidato a deputado federal

Vencidos os prazos de desincompatibilização para o processo eleitoral deste ano, especialmente, no que interessava para o quadro dos eventuais candidatos por Ponta Grossa, já se pode traçar um perfil do conjunto das possíveis candidaturas. Se, de um lado, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho proporcionou a esquisitice de um sai-e-volta secretário, por conta do que imaginava já decidido para atravessar a Praça do Centro Cívico e se instalar, em definitivo, no Tribunal de Contas do Estado, de outro lado, o ex-senador Osmar Dias, no seu já velho e surrado estilo de só decidir na última hora do último dia do prazo, acabou se revelando um cidadão egoísta, ao decidir que não irá participar das eleições deste ano, na condição de candidato. No instante em que o PDT do Paraná estava a precisar dele, como candidato a deputado federal, para compor uma bancada de três a quatro deputados federais, com ele puxando o cordão, eis que anuncia que prefere se manter no cargo que exerce no Banco do Brasil. Com isso, Osmar comprovou não ser líder, nem companheiro. E que os pedetistas do Paraná possam estar convencidos disso, para, lá na frente, retribuir com a mesma moeda, no instante em que Osmar, lá em 2018, querer se apresentar para disputar, novamente, uma cadeira no Senado da República. Para ele, pelo foi possível deduzir, deputado federal é muito pouco. E o PDT dever retribuir, dizendo que ele é pouco também para o partido.

O empresário Márcio Pauliki é a mais importante promessa política que temos no momento, em Ponta Grossa. Fez uma bonita campanha para prefeito há dois anos atrás e cumpriu, formidavelmente, o seu papel, ao fazer 50 mil votos, apesar da desonesta e inverídica pesquisa do Ibope.

O Beto Richa perdeu uma eleição para vereador em Curitiba e nunca mais se candidatou a vereador. Preferiu, dois anos depois, disputar a Assembleia Legislativa, elegendo-se deputado estadual. Aí, vice-prefeito, prefeito e governador. Um caso raro de quem só fez política doméstica.

Uma candidatura do empresário Márcio Pauliki a deputado federal interessa, e muito, à comunidade regional dos Campos Gerais. E interessa pelo perfil de líder do Márcio, pelo seu preparo para a vida pública, pela sua vontade de disputar, novamente, uma eleição. Talvez o PDT não tenha sido a melhor escolha partidária que Márcio fez. Mas, como isso pertence ao passado, porque não há mais prazo para rever um tipo de situação assim, importa considerar a necessidade de um convencimento ao próprio Márcio, por uma candidatura à Câmara Federal.

De repente, seria o caso de não mais pensar em disputar a Prefeitura Municipal. Uma candidatura a deputado federal seria o primeiro passo para iniciar uma caminhada política pelo Paraná, que vive um instante de esgotamento de suas lideranças políticas. O governador Beto Richa até pode se reeleger, mas está longe de ser um líder político de expressão no contexto nacional. Aí, temos o senador Álvaro Dias disputando sua última eleição, porque, se reeleito novamente, Álvaro estará, daqui a oito anos, batendo às portas de seus oitenta anos. O senador Roberto Requião joga também a sua cartada decisiva, dentro do PMDB, na disputa interna do partido, entre ter candidato próprio – aí, ele teria chance – e apoiar à reeleição do governador Beto Richa. Se essa última tese prevalecer, Requião encerra sua vida pública, daqui a quatro anos.

O prefeito Gustavo Fruet, de Curitiba, está patinando na Capital, longe de criar uma expectativa positiva. Se não tivesse rompido com o governador Beto Richa, talvez fosse ele agora o candidato ao Senado, na vaga do senador Álvaro Dias. E, aí, com chances reais de vitória, com espaço assegurado para ser o candidato a governador na sucessão de Beto, em 2018, considerando uma eventual reeleição do governador.

Pela força econômica, o único nome que pode sair credenciado das urnas deste ano para 2018, é o deputado Ratinho Júnior, que sonha com o Palácio Iguaçu. E vamos parando, por aí.

O Márcio Pauliki bem que poderia fazer uma reflexão sobre tudo isso.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *