O Plauto volta a ser candidato a deputado. E faz com que secretários que saíram, voltassem

Ou, pelo menos, um dos dois secretários que se exoneraram na sexta-feira, na segunda-feira estava secretário de novo. Isso merece registro no folclore da política paranaense, que, se não tem grandes lances para enaltecer a História do Estado, de repente, tem esse proceder menor, de mero jogo de interesse pessoal.

O ex-reitor e ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por uma final de semana, João Carlos Gomes, acabou tomando uma decisão política fora de sua cidade, do outro lado do Rio Tibagi. Aliás, não foi o primeiro ato político de João Carlos, distante daqui. A sua filiação ao PSDB aconteceu no Palácio Iguaçu, até de forma inadequada. É que desejava criar um fato de repercussão. Agora, com alguns dos mesmos circunstantes da filiação, de repente, é exonerado do cargo de secretário de Estado para se candidatar à Assembleia Legislativa.

Enquanto isso, por aqui também, o empresário Álvaro Scheffer, deixava a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, para se apresentar como postulante à uma candidatura a deputado estadual. Nos dois casos, a motivação foi a possibilidade de a Assembleia Legislativa promover uma nova eleição para o preenchimento de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, em que o deputado Plauto Miró Guimarães Filho figurava como favorito absoluto. E, assim, não mais seria candidato a deputado estadual.

Olhando aqui de fora, houve um erro, porque, de princípio, o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, o prefeito Marcelo Rangel e o deputado federal Sandro Alex constituem , hoje, um mesmo grupo político. Logo, fica difícil o entendimento como, de repente, esse grupo lançaria dois candidatos à Assembleia Legislativa. E, analisando os dois secretários demissionários, a eventual candidatura de Álvaro Scheffer fazia muito mais sentido do que a eventual candidatura de João Carlos Gomes.

Mas, como o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, resolveu estragar a festa dos secretários demissionários, com a concessão de uma liminar para o retorno do ex-deputado Fábio Camargo ao Tribunal de Contas do Estado, Plauto deixou de ser favorito para o Tribunal de Contas e a sua sétima reeleição passou, mais do que nunca, a ser uma necessidade. Sim, porque mesmo candidato a um novo mandato, Plauto não está arquivando o projeto de ir para o Tribunal de Contas. Se não foi agora, e nem é o momento para se discutir, de novo, o comportamento feio do governador Beto Richa, haverá de ser lá na frente, na próxima vaga a ser aberta, pela aposentadoria de um conselheiro, ao completar seus 70 anos de idade.

Só que, para sustentar esse projeto, Plauto precisa ter um mandato nas mãos, porque, se assim não for, não terá força política suficiente para reivindicar a vaga para si. É, por isso, que Plauto já aproveitou o final de semana para comunicar seus companheiros do interior que é candidato, novamente, e que, mais do que nunca, precisa do apoio, do empenho e voto de cada um.

E, claro, fazendo dobradinha na cidade com o deputado federal Sandro Alex e tendo o apoio do prefeito Marcelo Rangel. E, neste caso, há quem indague se o apoio do prefeito vai ajudar, ou vai atrapalhar.

Melhor aguardar o resultado das urnas. Mas, a indagação é procedente.

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