O deputado Plauto parece forte, mesmo. Para seu lugar, há pelo menos três pretendentes

O dia de ontem, sexta-feira, foi de muita conversa entre possíveis candidatos e de muitos comentários nos meios políticos da cidade, com a escalação de, pelo menos, três nomes para a disputa pela ocupação do eventual espaço a ser deixado pelo deputado Plauto Miró Guimarães Filho, diante da perspectiva de uma nova eleição para o Tribunal de Contas do Estado, em que, desta vez, seria, de fato, o grande favorito, contando com os votos dos deputados ligados ao governador Beto Richa, o que não aconteceu no ano passado, quando o vencedor foi o então deputado Fábio Camargo, cuja eleição acabou sendo anulada na Justiça, embora o assunto ainda comporte discussão. Mas, a saída encontrada pelo deputado Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa, evidencia um consistente tom de prudência. Se houve erro ou vício na eleição passada, faz-se nova eleição, com todos os candidatos do pleito anterior. Sem margem, para nova contestação judicial. Simples.

Nessa discussão toda, ainda sem muita clareza do que venha a se confirmar, importa reconhecer que os três nomes falados são de figuras de reconhecida expressão política, que se credenciam a merecer o voto do eleitor de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. E os nomes falados são do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, do ex-secretário municipal Álvaro Scheffer, da Indústria e Comércio, e do ex-reitor João Carlos Gomes, que deixou ontem a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. De princípio, os três se colocam como pré-candidatos no espaço a ser aberto pelo deputado Plauto.

É claro que os três não devem confirmar candidaturas, porque, no caso, os três se inviabilizariam, pelo simples fato de pertencerem a um mesmo grupo político. A um mesmo novo grupo político, que se formou nas eleições municipais de 2012, reunindo as forças do deputado Plauto Miró Guimarães Filho com as forças dos irmãos Cruz de Oliveira, o prefeito Marcelo Rangel e o deputado federal Sandro Alex. Por conseguinte, o candidato que emergir do espaço a ser aberto por Plauto teria o apoio desse grupo. A interrogação, porém, que se coloca é se a definição se der na direção do nome do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, que muito dificilmente seria aceito pelos irmãos Cruz de Oliveira, com os quais teria divergências de natureza pessoal.

Em relação aos dois agora ex-secretários, um estadual e outro municipal, a curiosidade maior se coloca em relação ao ex-reitor João Carlos Gomes, que, para todos os efeitos, teria deixado o cargo ontem para, naturalmente, se apresentar como postulante a uma candidatura a deputado estadual. João Carlos, não custa lembrar, trocou as fileiras do PDT pelas do PSDB, ao tempo em que o partido era dirigido pelo empresário Carlos Roberto Tavarnaro e tinha Pedro Wosgrau no comando do governo municipal. A filiação tinha, de certo modo, um projeto de candidatura de João Carlos à sucessão de Pedro, o que acabou não evoluindo, como se sabe e como os fatos demonstraram. E, a pedido do governador Beto Richa, João Carlos foi militante presente na campanha de Marcelo Rangel à Prefeitura Municipal, o que o credenciaria a contar com o apoio do prefeito, uma vez viabilizada sua candidatura a deputado estadual.

Por fim, temos, ainda, o nome do empresário e agora ex-secretário municipal de Indústria e Comércio, Álvaro Scheffer, que só deixou a referida secretaria para se manter elegível, diante da confirmação da ida do deputado Plauto para o Tribunal de Contas do Estado.

É um dado interessante, especialmente, pelo vigor do novo grupo político da cidade, em dispor de três nomes do maior acatamento para uma candidatura a deputado estadual.

No aspecto da qualificação dos três nomes, a circunstância merece ser saudada, com vivo entusiasmo, pois, de repente, estamos diante de um processo vigoroso de qualificação de nossos quadros políticos.

 

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