Sem obras para mostrar, Beto visita órgãos de comunicação da cidade

O governador Beto Richa parece ter feito da tarde de quinta-feira um instante de recreio, aqui em Ponta Grossa. Para todos os efeitos, veio para assinar um convênio com o Município, em que o Estado se compromete a fornecer o material para a capa asfáltica de um programa do governo municipal de pavimentação de 30 quilômetros de ruas, de uma promessa de campanha de 4 mil quadras, que correspondem a 300 quilômetros.Ou seja, o governador do Estado veio à Ponta Grossa para um compromisso de, apenas, dez por cento de uma promessa de campanha do prefeito Marcelo Rangel, que ele apoiou. E, na campanha do Marcelo, o governador anunciou a construção de um viaduto na altura do Jardim Los Angeles, na PR-151, para reforçar o apelo eleitoral em favor de seu candidato. Marcelo venceu, mas o tal viaduto não saiu do papel. Como o candidato, agora, será o próprio Beto Richa, eis que ele volta à cidade para anunciar que a obra, agora, vai sair do papel, com um investimento de 7 milhões de reais. Só que isso não é novidade, porquanto a obra está atrasada há, pelo menos, um ano e quatro meses. Ou seja, o tal viaduto está se constituindo numa obra eminentemente eleitoral. Se o anúncio de quinta-feira acabar virando nova conversa fiada, como foi o discurso de 2012, o viaduto dos Los Angeles poderá ser utilizado, de novo, em 2016, na tentativa de reeleição do prefeito Marcelo Rangel. Isso se Beto for reeleito, agora em 2014.

Na sua tarde recreação de quinta-feira, aqui em Ponta Grossa, o governador Beto Richa aproveitou para visitar os dois jornais da cidade e os canais abertos de televisão para uma série de entrevistas, onde o tom de maior ênfase foi o Programa “Paraná Competitivo”, de industrialização do Estado, em que Ponta Grossa e os Campos Gerais ganham destaque. Entretanto, essas indústrias significam investimentos privados. A rigor, em se tratando de Paraná, basta que o senador Roberto Requião nunca mais volte a governar o Estado, porque o Paraná é tido como a menina dos olhos de muitos dos grandes empresários brasileiros, pela sua organização e capacidade de trabalho. É só o governo do Estado não atrapalhar, como aconteceu nos três períodos de governo de Requião, que, aliás, não assinou o pedido de CPI para as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobrás. Quando os senadores Álvaro e Osmar Dias não quiseram assinar a CPI da Corrupção no governo de Fernando Henrique Cardoso, Requião dizia que os dois irmãos eram “tigrões aqui no Paraná, e ‘tchutchucas’em Brasília”. O mesmo vale para ele agora.

Mas, Beto veio, falou bastante, visitou jornais e emissoras de televisão, teve uma tarde agradável, e foi embora. Nada de novo, nada que justificasse a sua presença aqui.

Esse material da capa asfáltica não refresca nada, porque o caro é o pavimento, propriamente dito; a capa é o alisamento, o enfeite da fotografia. Essa mesma capa asfáltica, Requião prometeu a Pedro Wosgrau em sua reeleição, em 2008. E acabou nem cumprindo o volume prometido.

A única mudança, portanto, é no nome do governador.

 

Um comentário em “Sem obras para mostrar, Beto visita órgãos de comunicação da cidade

  • março 28, 2014 em 18:32
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    O senador não assinou, estava fora do Brasil, mais se preparem, será o candidato mais votado a governador, pois deixaram o povo sem opção, a melhor saída é o senador, eu sou ALVARO DIAS, esse se candidato fosse, era certa a vitória, mais será o vice do PSDB, a PRESIDÊNCIA .

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