Na Saúde, Marcelo merece ser cobrado por ter falado demais na campanha eleitoral

É claro que os problemas da Saúde Pública não pertencem, apenas, ao atual governo da cidade, porque eles vêm de longe, dos outros governos, em que um e outro podem ter contribuído um pouco mais para avançar no atendimento à população, enquanto outros consentiram no agravamento do quadro. E, assim, se verifica no plano estadual e no plano nacional.

Na campanha eleitoral de 2012, o então deputado estadual e candidato Marcelo Rangel se esmerou no bordão do “isso dá para fazer”, como se, num passe de mágica, viesse, se eleito – e eleito foi -, a resolver os principais e agudos problemas da cidade, notadamente, na área da Saúde Pública. Aliás, o prefeito discursou que Ponta Grossa haveria de se tornar uma referência no Paraná e no Brasil, em matéria de Saúde Pública. É claro que o mandato do prefeito ainda não terminou. Entretanto, a se considerar pelo que tem feito até aqui, a referência até pode acontecer, mas no sentido inverso.

Como prometeu demais, muito além do que poderia fazer, precisa, sim, ser cobrado. E cobrado intensamente e de forma aguda, porque, se para conquistar o voto tudo “dava para ser feito”, agora que foi eleito pelo voto dos que acreditaram no tal bordão, que garanta, na prática, tudo o que “dava para ser feito”.

Na sexta-feira, no programa “Verdade em Pauta”, da TVM, no horário das 23 horas, o médico e vereador Pascoal Adura mostrou fotos do Hospital Municipal, que evidenciam o risco de uma intervenção nesse hospital, pela precariedade de suas instalações. Como foto não mente, há que se validar tudo o que foi dito pelo médico do povo e atuante representante do povo na Câmara Municipal, Pascoal Adura.

E, ontem, no programa “TVM Revista”, da mesma TVM, no horário das 12 horas, o vereador Antônio Laroca Neto mostrou fotos do Hospital da Criança, denunciando a mesma precariedade das instalações. Mas, mesmo com toda essa realidade, o prefeito se arvora a dizer no rádio que “promessa de campanha é compromisso resolvido”, com o anúncio de que, na Unidade de Padrão de Atendimento, a UPA do Santa Paula, vai funcionar o prometido PAI – Pronto Atendimento Infantil -, embora a UPA não seja uma proposta acabada para cuidar de criança. O tal do PAI precisaria funcionar, isto sim, no Hospital da Criança. E as fotos exibidas ontem mostram um comprometimento estrutural do próprio prédio.

É bem verdade que esses problemas todos não surgiram agora no governo do prefeito Marcelo Rangel. Mas, de outro lado, é verdade que esses problemas todos estão se agravando no governo do prefeito Marcelo Rangel. No governo real, porque no governo virtual, da rádio da família, vai tudo bem. Só, que ao final, vai prevalecer o governo real, mesmo.

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