Para a Assembleia Legislativa, será possível elegermos de quatro a cinco deputados

É claro que, para se fazer uma avaliação mais próxima da realidade, seria preciso conhecermos o potencial dos possíveis candidatos das demais regiões do Estado. Entretanto, numa avaliação genérica e considerando o grau de representatividade de nossos já anunciados pré-candidatos à Assembleia Legislativa, é possível arriscar um bom palpite em torno da eleição de quatro a cinco deputados. Se conseguirmos conquistar cinco cadeiras, será um avanço, porque o máximo conseguido até aqui foi de quatro, tanto no passado, quanto no presente mais recente, ao tempo do segundo governo de Requião, em que a cidade esteve representada pelos deputados Jocelito Canto, Marcelo Rangel, Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho.

Mas, já que falamos em avaliação, parece desejável que se relacione os nomes dos anunciados pré-candidatos e que reúnem, de princípio, boas condições de vitória. Considerando que o deputado Plauto Miró Guimarães está mais para o Tribunal de Contas do que para uma nova reeleição, vamos deixá-lo de lado. Com isso, teremos apenas o deputado Péricles de Holleben Mello buscando uma nova reeleição. E Péricles tem chances reais de ir para um quinto mandato, aproximando-se assim do pontagrossense recordista de mandatos na Assembleia Legislativa, que é o deputado Plauto, que está se encaminhando para encerrar seu sexto mandato consecutivo. Péricles foi eleito, pela primeira vez, em 94, reeleito em 98, eleito prefeito em 200, novamente eleito deputado em 2006 e reeleito em 2010. Logo, neste pleito de 2014, Péricles estará buscando seu quinto mandato como deputado estadual. E como tem sido um bom parlamentar, imagina-se que a sua base lhe assegurará esse histórico quinto mandato.

Aí, vamos para a safra dos novos candidatos. Aliás, para a boa safra desses novos nomes, onde estão os três ou quatro possíveis eleitos, para fecharmos a conta de quatro ou cinco deputados estaduais. Com Péricles reeleito, precisamos nos empenhar no apoio e no voto a quatro dos mais representativos candidatos, pela história pessoal de cada um, pelo prestígio individual, pelo grau de relacionamento com a comunidade, o que implica em credibilidade.

De todos os nomes falados até aqui, vamos pinçar quatro e analisá-los, por ordem alfabética. E o primeiro dessa lista é o jovem vereador e presidente da Câmara Municipal, Aliel Machado, do PC do B. Com uma atuação destacada no comando do Legislativo Municipal, Aliel é uma liderança emergente de seu partido, que tradicionalmente é um aliado do PT, em coligações tanto da parte majoritária, quanto da proporcional. E, nesse caso, Aliel pode avançar um pouco no aprisco do seu amigo deputado Péricles, sem que se possa imaginar a extensão desse avanço. Mas, é um nome que merece estar na relação dos três ou quatro novos com chances de vitória. É uma promessa interessante de nossa política.

Em seu terceiro mandato, já mais amadurecido, o vereador George Luiz de Oliveira parece estar na hora certa de uma segunda tentativa de conquistar um mandato de deputado estadual. Pertencendo a um partido nanico, o PMN, a possibilidade de George está na formatação da aliança que seu partido venha a fazer, especialmente, na proporcional. Se houver a repetição da famosa frentinha, ele haverá de ser um nome competitivo, valendo lembrar que a mesma frentinha já elegeu um deputado estadual, o médico Dr. Batista, de Maringá, do mesmo PMN de George. É uma das apostas a ser considerada.

O terceiro nome dos novos candidatos é o que surge com a imagem de ganhador, pelo excepcional desempenho que teve em 2012, na eleição para prefeito da cidade. Trata-se do empresário Márcio Pauliki, que se preparou para ser prefeito de Ponta Grossa, estudou a cidade, montou um programa efetivo de governo. Marinheiro de primeira viagem, caiu nas armadilhas da pesquisa final do Ibope, na véspera da eleição do primeiro turno. E ficou nas armadilhas, mesmo com 50 mil votos. Deveria disputar a Câmara Federal, pelo seu preparo pessoal e pela oportunidade de fazer política estadual. Porém, fez a opção em buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, talvez, com os olhos postos na eleição municipal de 2016. É uma candidatura conseqüente, com chances reais de vitória. Talvez, possa enfrentar alguma dificuldade, por conta da aliança de seu partido, o PDT, para apoiar a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann, para o Palácio Iguaçu. E, salvo melhor juízo, o eleitor do Márcio tende mais para o governador Beto Richa, do PSDB, do que para a senadora Gleisi Hoffmann, do PT. É o único risco para um eventual tropeço. Mas, à esta altura dos acontecimentos, isso não pode mais ser evitado.

Por fim, temos o que pode ser chamado de fato novo do quadro dos possíveis candidatos ao Palácio 19 de Dezembro, retratado na figura do agropecuarista Rubens Sielski, conhecido na sua vasta roda de amigos como Geada. Pai do prefeito de Ipiranga, Roger Sielski, Rubens se viu enredado para sair candidato a deputado estadual no entusiasmo do deputado federal Fernando Giacobbo, presidente estadual do PR, partido de pai e filho. E Giacobbo, nem de longe, quer criar dificuldade para Geada. Tanto, assim, que já o liberou para fazer dobradinha com candidatos locais a deputado federal, porque, sendo ele um nome de fora – ele é de Cascavel -, não teria como ajudar seu candidato a deputado estadual aqui. Mais, já convidou o ex-governador e senador do PR de Mato Grossa, Blairo Maggi, para vir à Ponta Grossa e promover o lançamento da candidatura de Geada à Assembleia Legislativa. Maior produtor de soja do Brasil, a presença de Blairo em Ponta Grossa, seguramente, haverá de provocar intensa mobilização da classe dos produtores rurais, em torno do nome de Geada.

É verdade que o partido de Geada também está entre os nanicos. Acontece, porém, que Giacobbo vai apoiar a reeleição do governador Beto Richa. E, assim, já acertou uma coligação, na proporcional, com o PSC, do deputado federal Ratinho Júnior, que, se não for o vice de Beto, será candidato a deputado estadual, para fazer entre 300 e 400 mil votos. Com isso, deverá levar de três a cinco companheiros da coligação consigo para dentro da Assembleia Legislativa. E, de Ponta Grossa, a candidatura de Geada tem tudo para ser a mais em condições de estar entre os que Ratinho poderá ajudar na vitória. É, por isso, que é preciso prestar atenção no nome do Rubens Sielski, o Geada.

Para encerrar, vale observar que o médico e vice-prefeito José Carlos Raad, o Dr. Zeca, a se considerar os elogios do vereador George na Câmara Municipal para ele, dá a impressão de que não será candidato. E que pode apoiar o próprio George.

Salvo uma ou outra surpresa, o pleito para a Assembleia Legislativa não deverá ficar muito longe dessa avaliação. Aliás, será possível conferir na noite do primeiro domingo de outubro.

Um comentário em “Para a Assembleia Legislativa, será possível elegermos de quatro a cinco deputados

  • março 15, 2014 em 19:50
    Permalink

    Vendo essa postagem, chego numa conclusão que aqui se põe em relevância apenas nomes de personagens políticos de Ponta Grossa, e desconsidera os demais nomes da nossa região dos Campos Gerais. Certo é que Ponta Grossa sempre exerceu e exerce ainda forte influência politica nos demais municípios da região, entretanto, vale lembrar que o desempenho de candidatos de pouca representatividade da nossa região influência diretamente no resultado das eleições para os nomes de Ponta Grossa.

    Resposta
  • março 15, 2014 em 20:02
    Permalink

    O município de Telêmaco Borba com aproximadamente 75 mil hab, por exemplo, anseia eleger seus representantes principalmente para a Assembleia Legislativa do Paraná. Visto que em toda sua história política após emancipação, conseguiu eleger apenas dois nomes, Péricles Pacheco (ex-prefeito) para deputado estadual e Drº Marcio Matos para deputado federal. Nesse ano de 2014 há projeções de possíveis candidaturas para uns quatro nomes, entre eles o nome do atual vice-prefeito Dã Cortez do PSD e o vereador Profº Neri Mangoni do PMDB. É ainda de se considerar o eleitorado de Telêmaco Borba, que apesar de pouco mais de 50 mil eleitores, poderá atrapalhar a eleição de nomes pontagrossenses, sendo que esses sempre foram bem votados em Telêmaco. O mesmo caso se repete em Castro num número de eleitorado parecido, entretanto mais dependente de Ponta Grossa.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *