Se Sandro for reeleito, Marcelo ficará forte para 2016. Mas, o inverso também será verdadeiro

O prefeito Marcelo Rangel e o deputado federal Sandro Alex já pertencem à História Política de Ponta Grossa, pelo feito notável da constituição de um grupo, genuinamente, familiar. Nunca tivemos nada parecido.

O desafio para a continuidade desse grupo está no compromisso com a eficiência, na validação da experiência que o eleitor resolveu fazer, elegendo dois irmãos para dois dos mais representativos cargos da política pontagrossense, um prefeito e outro deputado federal. Esse desafio colocado não é pouca coisa, e a direção que pode tomar vai se dar no encaminhamento do processo eleitoral deste ano, porquanto, o grupo familiar assumiu conhecidos compromissos políticos para as eleições deste ano, como, por exemplo, o apoio à reeleição do deputado Plauto Miró Guimarães Filho. Aliás, Plauto teria concordado em abrir mão de uma candidatura sua para apoiar Marcelo e, logo em seguida, concordado também em abrir mão da indicação do candidato a vice-prefeito, mediante o compromisso de ser ele, em 2014, o candidato único do grupo à Assembleia Legislativa. E isso, ao que se avalia, caminha para não ser cumprido. O prefeito poderá até dizer que eventuais candidatos tomaram decisões independentes. Entretanto, o comandante do grupo, o líder do grupo, o garantidor dos compromissos políticos assumidos é ele.

É verdade que Plauto parece caminhar de costas para a campanha eleitoral e de frente para o Tribunal de Contas do Estado, Mesmo que aconteça a sua eleição para o Tribunal de Contas, Plauto não deve desmanchar o grupo político que criou aqui na cidade, com ramificação em vários municípios da região. Vai indicar, com certeza, um nome para substituí-lo na Assembleia Legislativa, com todos os direitos dos compromissos políticos que lhe beneficiariam. Ou seja, esse possível nome haverá de ser o eventual parceiro do deputado federal Sandro Alex, na sua campanha pela reeleição.

Chega a parecer curioso, porquanto a expectativa maior quanto aos rumos da montagem do quadro de candidatos, por aqui, se concentra nos posicionamentos do prefeito Marcelo Rangel e do deputado federal Sandro Alex, em vista dos acordos firmados para a eleição de Marcelo, como prefeito. Da parte dos partidos de oposição, as pedras já são conhecidas e, de certa forma, já estão também colocadas no tabuleiro, sem previsão para eventuais alterações significativas.

Como tanto o prefeito, quanto seu irmão deputado apostam alto no governo e no exercício do mandato diante dos microfones da emissora de rádio da família, que tem eficiência muito maior do que o governo verdadeiro e o mandato real em Brasília, vale a indagação sobre a manutenção dessa controvérsia, a favor dos irmãos, no curso da campanha eleitoral. Sim, porque, a partir de julho, o prefeito Marcelo Rangel já terá cumprido um ano e seis meses de governo, enquanto o deputado Sandro Alex estará com três anos e seis meses do mandato de quatro anos. A dúvida, que se levanta por ora, é sobre a fidelidade do eleitor ouvinte dos mandatos virtuais, em relação ao eleitor do dia-a-dia da realidade.

Aliás, a emissora de rádio tem sido o grande trunfo do prefeito e do deputado federal, num uso até abusivo, porquanto só falam na emissora eles próprios e os secretários municipais. Com isso, a emissora tem sido o grande palanque eleitoral. E a força desse palanque é que será medida no primeiro domingo de outubro. É verdade que esse palanque já mostrou força em quatro oportunidades: na eleição de Marcelo a deputado estadual, em 2006; na excepcional votação de Sandro para prefeito, em 2008, mesmo não tendo sido o vencedor; na reeleição de Marcelo e na eleição de Sandro para deputado federal, em 2010; e, por último, na eleição de Marcelo para prefeito, em 2012. Com um detalhe interessante: nessas quatro oportunidades, os dois irmãos venderam esperanças.

A partir de agora, está chegando a hora da entrega do produto dessas esperanças, refletido no conjunto de realizações. E o resultado disso tudo, no primeiro domingo de outubro, já servirá para balizar o que possa acontecer no encaminhamento da sucessão municipal de 2016.

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