Marcelo vai ter o seu primeiro grande teste, na campanha de reeleição do irmão

Historicamente, o prefeito de Ponta Grossa nunca elegeu um candidato seu, seja para a Assembleia Legislativa, seja para a Câmara Federal. É verdade que o deputado Sandro Alex será candidato à reeleição, por conta própria, sem que, necessariamente, precise ser “o candidato do Marcelo”. Nessa condição, Sandro haverá de contar com o apoio do irmão-prefeito. E será, em tal oportunidade, que poderemos avaliar se esse apoio servirá para ajudar na reeleição do irmão, ou se poderá se constituir em fator negativo, capaz, de repente, até de colocar em risco a própria reeleição. De princípio, Sandro deve se reeleger. Entretanto, em política tudo pode acontecer. E é, aí, que pode residir o perigo da validade ou não do apoio do irmão, porque tudo vai depender de como estará o prestígio do prefeito até o primeiro domingo de outubro.

Como a eleição deste ano já serve de prévia para a eleição municipal de 2016, é bom considerar que haverá eleitor votando no Sandro, apostando, quem sabe, na reeleição do Marcelo em 2016, da mesma forma, como haverá eleitor rejeitando o voto em Sandro, como a protestar contra o irmão, por conta aí da eleição futura de 2016. E, nesse caso, será preciso avaliar de que lado estará o maior peso. É uma realidade que só não pode ser desconsiderada.

Pela oportunidade, vale considerar que tanto o prefeito Marcelo Rangel, quanto o deputado federal Sandro Alex têm se valido da Rádio Mundial para a sustentação de boa parte de seus respectivos prestígios, pois, como é fácil ser prefeito e ser deputado diante do microfone da rádio da família, é de se questionar se esse prestígio, no rádio, vai perdurar até o primeiro domingo de outubro. É que a facilidade com que as coisas acontecem no programa de rádio não se verificam fora dele. E é nesse ponto que vale considerar o grau de avaliação do eleitor, ouvinte do rádio e do que acompanha as coisas fora do rádio, para o bem e para o mal, ou seja, do que é feito, de fato, é do que é dito, sem correspondência na ação da realização verdadeira.

Não custa lembrar que até a deflagração do processo eleitoral, de fato, existirão alguns ingredientes complicadores, como a reeleição do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, se até lá não tiver ido para o Tribunal de Contas do Estado. Depois, estariam se firmando as candidaturas do vice-prefeito Dr. Zeca, que não deveria acontecer, e do vereador George Luiz de Oliveira, que conta, de alguma forma, com o apoio do prefeito, a quem se dedicou, inteiramente, na campanha eleitoral de 2012.

Tem também o pequeno grande detalhe de uma declaração inoportuna do prefeito quanto ao seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, mesmo pertencendo ao PPS, que faz oposição ao governo federal no Congresso Nacional. Por sinal, o deputado federal Sandro Alex foi colocado, agora, na condição de vice-líder do bloco de oposição na Câmara dos Deputados. Esse anúncio atropelado foi para valer, mesmo? Marcelo vai apoiar, de fato, a reeleição de Dilma, mesmo diante da candidatura do senador Aécio Neves, que é do mesmo PSDB do governador Beto Richa, a quem ele e o irmão emprestam, agora, a mais irrestrita solidariedade?

Enfim, existe uma série de fatos a ser considerada, aguardada, avaliada, na medida que tais fatos forem se sucedendo. Por ora, não é fácil imaginar onde estará o prefeito na campanha eleitoral, porque o seu procedimento não recomenda segurança, prudência, credibilidade.

E quem vai, ao final, decidir em cima de tudo isso será o eleitor, juiz maior de todos os que se encontram na vida pública, com mandato de representação popular.

 

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