Coluna da Roseli Valério

OSMAR DE SEMPRE

Parece que é compromisso mesmo do ex-senador Osmar Dias de definir até o dia 15 de março junto às direções estadual e nacional do PDT, se disputará as eleições deste ano para o Senado. Esta será a terceira eleição seguida em que Osmar não tem uma definição com antecedência sobre a disputa. As duas vezes anteriores foram na disputa pelo governo do Paraná, quando acabou por enfrentar antes Roberto Requião (PMDB) e depois Beto Richa (PSDB). Perdeu para ambos, como é sabido. Desta vez volta a entrar em cena o irmão, Álvaro Dias (PSDB), que já o impediu inclusive de concorrer a governador, nos anos 90, porque o tucano é que tentava viabilizar seu retorno ao Palácio Iguaçu. Não tem mesmo porque Osmar Dias arrastar a pendência além de 15 de março. Os eleitores dos dois irmãos aguardam apenas a confirmação oficial, certos de que Álvaro é que irá tentar mais uma reeleição, considerando o tal acordo familiar de nunca disputarem o mesmo cargo. Para o governo Dilma Rousseff, do qual Osmar faz parte, seria perfeito se ele concorresse ao Senado, já que Álvaro é um dos principais líderes da oposição no Congresso Nacional. Sem a presença do outro, qualquer um deles tem as maiores chances de vencer a eleição. Uma briga direta entre ambos seria interessante porque disputam praticamente o mesmo eleitorado. Neste caso, difícil prever o resultado. Numa dessas, o eleito seria outro candidato. A informação sobre a promessa de Osmar de se definir é do ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi.

MESMO DISCURSO

Deram uma prensa no atual diretor de agronegócios do Banco do Brasil pelo visto, porque Ghisi diz que se Osmar Dias não se pronunciar até 15 de março, “automaticamente” ele – o ex-prefeito de Foz – será o pré-candidato do PDT a sucessão do governador Richa. Em público, os pedetistas dizem considerar Osmar o melhor nome para disputar novamente o governo ou o Senado.

HISTORINHA

Durante a votação do empréstimo do BID de US$ 60 milhões ao Paraná anteontem, aprovado pelo plenário do Senado, os senadores paranaenses Roberto Requião e Gleisi Hoffmann (PT) sentavam-se lado a lado, quando o primeiro viu a entrada no recinto dos deputados tucanos pelo Paraná Luiz Carlos Hauly e Alfredo Kaefer.

DE CADEIRA

Requião levantou-se e foi falar com Hauly no corredor do plenário e perguntou: “O que você fez com o Estado? Deixou quebrar Hauly?”. O ex-secretário da Fazenda do governo Richa rebateu curto e grosso. “Primeiro tivemos que consertar o que você quebrou. E ainda faltou te processar”. O ex-governador preferiu encerrar a conversa. Assistindo a tudo e sorrindo estava o terceiro senador paranaense, Álvaro Dias. O tucano também acompanhou a “atuação” da petista.

NA BUCHA

Foi quando a senadora Gleisi entrou no questionamento a Hauly. “E as microempresas? Vão quebrar todas?”, ao que o “turco” reagiu da mesma maneira que tinha feito com Requião. “Senadora, primeiro procure saber o que ocorre no fisco da Bahia e do Rio Grande do Sul. O melhor ambiente de negócios é o do Paraná. Isto sem ajuda da União. Se tivéssemos algum apoio seria o paraíso”. Os dois Estados são governados por petistas.

DO CONTRA

Vale lembrar que na votação do empréstimo para o Paraná, dos 72 senadores presentes, apenas um voto contrário foi registrado, o de Requião. Ficou estranho porque na votação anterior, do empréstimo de 200 milhões de dólares também do BID para o Rio Grande do Sul, foi unânime a aprovação.

COM GLEISI

Dona Gleisi assiste a grande disputa em torno de sua futura chapa. Para ser vice ou candidato ao Senado. O petista André Vargas espalha desde o ano passado que se Osmar Dias não concorrer, ele quer disputar para senador. Mas tem mais gente interessada na chapa petista.

COM GLEISI 2

Além de Vargas, sondam o PT políticos de outros partidos. Também na vaga para o Senado ou a vice de Gleisi, está de olho Marcelo Almeida (PMDB). Interessado apenas em ser vice da senadora apareceu essa semana o pedetista Mac Donald Ghisi. Em outras legendas, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) pretende ser indicado a vice de Beto Richa.

OUTRAS SIGLAS

No PMDB rachado, Serraglio terá de esperar a convenção por causa da ala que vai insistir em candidatura própria ao governo. Tese que já tem até aspirante a vice de Requião, a deputada federal Rosane Ferreira, do PV. No PSD, ainda se mantém o discurso de candidato próprio, Joel Malucelli, ao governo do Paraná. Eduardo Sciarra, deputado federal que preside o partido no Estado, já decidiu que vai mesmo tentar a única vaga de senador, independente do quadro político.

RICHA TAMBÉM

Entre os federais paranaenses, Cida Borghetti, presidente do Pros-PR, não irá disputar a reeleição de 2014 para dar espaço e apoio ao marido, Ricardo Barros (PP), que pretende retornar a Câmara Federal. Mas a deputada tem projeto político, assim como quem não quer nada, espera fazer parte do governo Richa como sua vice. Tanto Gleisi, quanto Richa terão muito cuidado na escolha do vice, para somar, e terão vários nomes de siglas diversas, além dos citados, para escolherem.

OS DEBATES

Já foi anunciado pela Band TV as datas para os primeiros debates entre os candidatos a governador e a presidente nas eleições deste ano. Os debates estaduais estão marcados para o dia 14 de agosto no primeiro turno e dia 9 de outubro se houver segundo turno. O encontro entre os candidatos a presidente será no dia 7 ou no dia 19 de agosto. Caso haja segundo turno o debate será realizado no dia 14 de outubro.

PSD REÚNE

Sobre o citado pré-candidato do PSD ao governo do Paraná, Joel Malucelli, ele propôs ontem em reuniões do partido em Cascavel e Foz, a criação de “uma fábrica de projetos” com o objetivo de debater e apresentar propostas que contemplem um planejamento de longo prazo para o desenvolvimento do Estado. “Nós temos que pensar o Paraná para daqui a 30 anos. Temos sete universidades estaduais que podem contribuir nesse trabalho”, afirmou.

ESTA É ANTIGA

“Como neste momento estamos ouvindo a sociedade e coletando informações para o nosso plano de governo, eu também estou contribuindo com algumas sugestões”, disse Malucelli. Entre elas, o empresário reafirmou a necessidade de reduzir de 23 Secretarias hoje na máquina estadual para apenas 12 órgãos de primeiro escalão. “Acho que é possível melhorar o que está aí”, avaliou. Todo candidato afirma isso.

‘NOVO PARANÁ’

São ideias apresentadas na região Oeste pelo pré-candidato ao projeto “Pense um Novo Paraná”, criado pelo PSD no final de 2013 para elaborar o plano de governo do partido, a ser debatido na campanha de 2014. No primeiro encontro regional do ano, o PSD retomou o debate interno sobre o lançamento de candidato próprio a senador, Eduardo Sciarra, e também se debateu a definição da chapa de pré-candidatos a deputado federal e estadual da região, como será feito nas demais regiões do Paraná.

FAZ SENTIDO

Joel Malucelli, neófito em política, mas empresário de peso no Estado, parece bom de discurso. “O Paraná precisa retomar o orgulho de ser um Estado modelo como sempre foi”, falando para os filiados ao partido, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças e militantes. “O Paraná era conhecido porque tinha governadores que faziam quatro mil quilômetros de estradas em um mandato”, lembrou.

NADA SUTIL

E, como será candidato de oposição, caso se confirme a candidatura, mostrou-se afiado. “O Paraná hoje não tem dinheiro, nem projetos. E, mesmo que tivesse dinheiro, não teria projetos”, criticou Malucelli. Em tempo: o PSD é aliado do governo Richa. Sciarra disse que a legenda eleger de três a quatro deputados federais, e de cinco a seis deputados estaduais. A previsão é ambiciosa.

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