Se Plauto for para o Tribunal, há três nomes para ocupar a vaga dele de candidato

As coisas parecem caminhar no sentido de o Tribunal de Justiça considerar, de vez, o ex-deputado Fábio Camargo fora do Tribunal de Contas, com o que a Assembleia Legislativa reabrirá o processo de inscrição para o preenchimento da vaga aberta. E o deputado Plauto deve ser o primeiro da fila para fazer a sua inscrição. E, à primeira vista, tem todas as condições de vencer, até por conta das coisas que aconteceram no ano passado, com traições políticas em plena luz do dia.

Uma vez confirmado esse novo quadro junto ao Tribunal de Contas do Estado, Plauto, evidentemente, não mais será candidato à reeleição. E, a partir de então, teremos uma disputa acirrada nos bastidores das cercanias do gabinete do prefeito Marcelo Rangel sobre quem deverá emergir como candidato a deputado estadual.

Pelo menos, três nomes já são falados para ocupar a vaga de candidato, a ser deixada por Plauto. Sabe-se que o deputado gostaria de ver o seu amigo secretário de Planejamento, João Ney Marçal Filho, disputando a sua cadeira na Assembleia Legislativa. E o próprio Ney Marçal já teria sido comunicado, pelo próprio deputado Plauto. Mais, teria gostado da idéia e pronto para enfrentar tal desafio.

Além de Ney Marçal Filho, indicação do deputado Plauto, os irmãos prefeito Marcelo Rangel e deputado federal Sandro Alex teriam uma outra indicação, que seria a do nome do empresário e secretário de Indústria e Comércio, Álvaro Scheffer. Ainda nos arredores do grupo, há quem deseje ver, como candidato a deputado estadual, o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Leopoldo Cunha Neto. E os defensores do nome de Leopoldo lembram que foi ele quem levou, de bandeja, o PPS para Marcelo Rangel e Sandro Alex. Por esse partido, Marcelo foi eleito deputado estadual em 2006, reeleito em 2010 e eleito prefeito em 2012, enquanto Sandro teria sido candidato a prefeito, em 2008, e a deputado federal, com vitória, em 2010. E, para ajudar os dois irmãos, Leopoldo saiu para federal em 2006, dobrando com Marcelo, e a vice de Sandro, em 2012.

Acontece que, materializada a saída de cena do deputado Plauto Miró Guimarães Filho do cenário eleitoral, haveria, pelo menos, outros dois do grupo de Marcelo e Sandro a reivindicar o apoio para a Assembleia Legislativa, o vice-prefeito Dr. Zeca e o vereador George Luiz de Oliveira.

O que se vislumbra, desde logo, é uma divisão no virtual grupo político do prefeito Marcelo Rangel, porque os deserdados do apoio haverão, com certeza, de engrossar as fileiras da oposição, aí já com os olhos postos nas eleições de 2016.

Correndo por fora, outro quem gostaria de ser ungido como candidato a deputado estadual, dobrando com o deputado federal Sandro Alex e tendo o apoio do prefeito Marcelo Rangel, é o vereador Júlio Kuller, companheiro leal enquanto esteve no PPS e, de comum acordo, se transferiu para o PSD, para onde foi também o então vereador Dr. Zeca para ser candidato a vice-prefeito de Marcelo. Isso foi costura de Júlio.

Em resumo, é possível que o aparente tranqüilo quadro de candidaturas próximas à figura do prefeito sofra uns solavancos e acabe por se dividir antes do tempo previsto, que seria depois das eleições do primeiro domingo de outubro deste ano.

Mas, isso tudo só poderá acontecer, a partir do instante em que for reaberta, por decisão da Justiça, a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado. Ou seja, quem vai determinar essa ebulição, ou não, é o deputado Plauto Miró Guimarães Filho.

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