Nós precisaríamos nos preparar para o vazio do Paraná em 2018

Nós tivemos um senador da República, lá atrás, na década de 40, Flávio Carvalho Guimarães. Depois em 74, Eurico Batista Rosas recebeu como ofensa um convite para ser candidato a senador pelo MDB. O convite foi feito por uma comitiva de líderes da oposição no Paraná, comandada pelo prefeito de Londrina, José Richa. Como Eurico não aceitou o convite, um desconhecido advogado de Londrina, chamado Francisco Leite Chaves, se dispôs ao desafio. E virou senador da República.

Em 86, o ex-prefeito Plauto Miró Guimarães foi candidato a suplente de senador, na chapa do deputado estadual Fabiano Braga Cortes. Os eleitos, naquele ano, foram José Richa e Affonso Camargo.

Mais recentemente, em 2002, a professora Elizabeth Silveira Schmidt foi candidata a suplente de senador, na chapa encabeçada pela médica Nitis Jacon. E os senadores eleitos foram Osmar Dias e Flávio Arns.

Naquela eleição, ainda, o ex-deputado Odeni Villaca Mongruel desejou ocupar a segunda suplência do candidato Osmar Dias, tendo, inclusive, sido elaborado uma abaixo assinado com lideranças políticas da cidade e da região, mas a tentativa não deu certo, porque Odeni não estava nos planos de Osmar. Aliás, Osmar chegou a telefonar a algumas lideranças locais, pedindo para não lhe criar problemas, ou seja, que não assinassem o tal documento.

Fora disso, só temos registros de participações em eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados.

Essa recordação do pouco ou quase nada de espaço que ocupamos no passado, é para se olhar para o ano de 2018, quando teremos eleições em plano horizontal no Paraná, pelo vazio de lideranças, também. Não haverá um nome consagrado, um líder posto. O vazio que experimentamos dentro das margens do Rio Tibagi tem data marcada para ser vivido pelo Paraná. Será nas eleições de 2018. É, por isso, que a queixa que se faz aqui à candidatura do empresário Márcio Pauliki a deputado estadual tem sua razão de ser, porquanto, se Márcio se candidatasse a deputado federal e cumprisse um mandato que lhe desse visibilidade política, poderíamos, com certeza, ter um nome de Ponta Grossa a propor ao Paraná na composição das chapas majoritárias, tanto para o Palácio Iguaçu, quanto para o Senado da República. Com ele deputado estadual, isso desaparece. Pelo seu preparo e pela sua visão de mundo, Márcio se ajustaria muito melhor no papel de deputado federal. Com isso, perdemos a única alternativa que tínhamos para 2018, em termos de almejar alguma coisa além de deputado estadual e deputado federal.

Nossas atuais lideranças, como os senadores Álvaro Dias e Roberto Requião, estão se despedindo do cenário da vida pública no Paraná. Quando muito, poderão participar das eleições deste ano, como despedida. Para os pleitos de 2018 e 2022, eles representação nossa história.

O governador Beto Richa se revelou um administrador temerário, enquanto a senadora Gleisi Hoffmann é uma proposta para o desconhecido, com o agravante de pertencer ao PT.

Mas, o Paraná, além de Curitiba, tem Guarapuava, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá e Cascavel. Com eleitores, em Ponta Grossa. Então, vamos torcer para o Paraná!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *