Laroca propõe investigação para o racionamento de água em Ponta Grossa

O vereador Antônio Laroca Neto, do PDT e líder da bancada de oposição, protocolou na terça-feira um requerimento, a ser lido na sessão inaugural do ano, na próxima segunda-feira, em que propõe a formação de uma comissão especial para investigar as causas determinantes do racionamento de água em Ponta Grossa, pela Sanepar.

Ex-funcionário da empresa e estudioso do assunto, Laroca diz que, aprovado o seu requerimento e constituída a comissão, haverá de emergir, como razão maior para o racionamento a que a população da cidade está submetida, a falta de investimentos da Sanepar na estrutura da captação à distribuída de água à população. Ele lembrou que, em 2005, quando da assinatura do novo contrato, a CPI da Câmara que trabalhou em cima da Sanepar, já apontava a necessidade da busca de uma nova fonte de abastecimento de água para a população, tendo em vista o crescimento da cidade e a constatação de que a represa dos Alagados estava chegando ao seu limite de capacidade. Entretanto, lembra o vereador do PDT, nada foi feito pela Sanepar, em termos de investimentos, por exemplo, numa barragem no Rio Tibagi, como nova fonte de abastecimento de água. E lembra, ainda, que tal construção haverá de levar, pelo menos, dois anos, se não houver comprometimento de ordem financeira, o que significa que, nos dois próximos verões, a população de Ponta Grossa poderá viver novas experiências de racionamento de água.

Segundo Laroca, boa parte da rede de água de Ponta Grossa ainda guarda o velho encanamento de ferro, que, com o passar do tempo, vai criando uma crosta interna, que reduz o diâmetro para a passagem da água. Pela sua experiência e conhecimento do assunto, é nesse tipo de falta de investimento que haverá de estar boa parte das razões para o presente racionamento. “Água não falta”, diz ele, para acrescentar: “O que falta é investimento, é fiscalização, é cobrança por parte das autoridades competentes.”

 

 

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