O Marcelo não tem postura de líder da situação, e o Márcio abdicou ser da oposição

E, no centro de toda essa efervescência, estará o prefeito Marcelo Rangel, que, pelo que tem sido possível observar, não tem o menor controle sobre o que se organiza para o processo eleitoral do primeiro domingo de outubro. Isso vale, naturalmente, para o que se poderia chamar de “grupo do Marcelo”. Mas, como o “grupo do Marcelo” é o “grupo do Marcelo e do Sandro”, nada do que venha a acontecer deste mês de fevereiro até o mês de outubro nada deve surpreender. A oposição, como é seu dever, vai cumprir o seu papel, embora deva se defrontar também com alguns obstáculos, pela mesma razão do que vai se processar – e já se processa em estágio embrionário – do lado da chamada situação, ou do que ela represente. Para melhor se visualizar isso tudo, valeria, até como homenagem, citar o saudoso e competente jornalista Altair Ramalho, que “batizou” o prédio da Prefeitura como “Palácio da Ronda”. Assim, pois, do que venha a acontecer nas cercanias do Palácio da Ronda.

No fundo, vamos nos defrontar com uma velha e conhecida realidade do nosso cenário político, a falta de uma liderança afirmativa. Seja do lado da situação, seja do lado da oposição. O prefeito Marcelo Rangel, naturalmente do lado da situação, já demonstrou não ter preparo para assumir o comando de um processo político, na condição de expressão maior, acatada e respeitada. Do  lado da oposição, quem poderia assumir esse papel – e já prenunciava que assumiria – era o empresário Márcio Pauliki, pelo desempenho que teve nas urnas de 2012, com mais de 50 mil votos. Não fora o Ibope, e Márcio,seguramente, seria hoje o prefeito de Ponta Grossa. Porém, já no segundo turno da eleição municipal, Márcio abdicou do cetro de comandante da oposição, ao não tomar nenhuma posição naquele pleito. Ora, em eleição não se admite a ausência de um líder. Depois, Márcio precisaria assumir uma candidatura à Câmara Federal e não à Assembleia Legislativa. Assim, Márcio haverá, com certeza, de ser um bom candidato a deputado estadual. Nada além disso. E, assim, o grupo de oposição não terá uma voz a ser seguida, um líder a ser acatado.

Teremos, portanto, bons candidatos do lado da situação e bons candidatos do lado da oposição. Liderança afirmativa, mesmo, nenhuma.

 

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